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Liturgia diária

Quarta-feira da 19ª semana do Tempo Comum

Quarta-Feira, 11 De Agosto Cor litúrgica: Verde

34,1-12.

1 Naqueles dias, Moisés subiu das planícies de Moab até ao monte Nebo, no cimo do Pisgá, em frente de Jericó. O Senhor mostrou-lhe todo o país: Galaad até Dã,
2 todo o Naftali, o território de Efraim e de Manassés, todo o território de Judá até ao mar ocidental,
3 o Negueb, o distrito da planície de Jericó, cidade das palmeiras, até Soar.
4 Disse-lhe o Senhor: «Esta é a terra que prometi com juramento a Abraão, a Isaac e a Jacob, dizendo: "Dá-la-ei à tua descendência". Quis que a visses com os teus próprios olhos, mas não entrarás nela».
5 Foi ali, na terra de Moab, que morreu Moisés, servo do Senhor, como o Senhor dissera.
6 Foi sepultado no vale, na terra de Moab, em frente de Bet-Peor, e ninguém, até ao dia de hoje, reconheceu a sua sepultura.
7 Moisés tinha cento e vinte anos quando morreu. A sua vista nunca enfraquecera, nem o seu vigor se tinha quebrado.
8 Os filhos de Israel choraram Moisés nas planícies de Moab durante trinta dias, ao fim dos quais terminaram os dias de pranto por Moisés.
9 Entretanto, Josué, filho de Nun, estava cheio do espírito de sabedoria, porque Moisés tinha imposto as mãos sobre ele. Os filhos de Israel começaram a prestar-lhe obediência, segundo a ordem que o Senhor tinha dado a Moisés.
10 Nunca mais surgiu em Israel outro profeta como Moisés, com quem o Senhor tratava face a face;
11 nem com tantos sinais e prodígios que o Senhor o mandou realizar na terra do Egito, contra o faraó e contra todos os seus servos e toda a sua terra;
12 nem com tal poder e tão grandes prodígios como os que manifestou Moisés aos olhos de todo o Israel.

66(65),1-3a.5a.8.16-17.

R/ Bendito seja Deus, que salvou a minha vida.

1 Aclamai a Deus, Terra inteira,
2 cantai a glória do seu nome,
celebrai os seus louvores,
3 dizei a Deus: «Maravilhosas são as vossas obras».

5 Vinde contemplar as obras de Deus,
admirável na sua ação pelos homens.
8 Bendizei, ó povos, o nosso Deus,
fazei ressoar a voz do seu louvor.

16 Todos os que temeis a Deus, vinde e ouvi,
vou narrar-vos quanto Ele fez por mim.
17 Meus lábios O invocaram
e minha língua O louvou.

18,15-20.

15 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se o teu irmão te ofender, vai ter com ele e repreende-o a sós. Se te escutar, terás ganhado o teu irmão.
16 Se não te escutar, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão fique resolvida pela palavra de duas ou três testemunhas.
17 Mas, se ele não lhes der ouvidos, comunica o caso à Igreja; e, se também não der ouvidos à Igreja, considera-o como um pagão ou um publicano.
18 Em verdade vos digo: tudo o que ligardes na Terra será ligado no Céu; e tudo o que desligardes na Terra será desligado no Céu.
19 Digo-vos ainda: se dois de vós se unirem na Terra para pedirem qualquer coisa, ser-lhes-á concedida por meu Pai que está nos Céus.
20 Na verdade, onde estão dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles».

Comentário ao Evangelho

«Tudo o que ligardes na Terra será ligado no Céu»

Ao tornar os apóstolos participantes do seu próprio poder de perdoar os pecados, o Senhor dá-lhes também autoridade para reconciliar os pecadores com a Igreja. Esta dimensão eclesial do seu ministério exprime-se, nomeadamente, na palavra solene de Cristo a Simão Pedro: «Dar-te-ei as chaves do Reino dos Céus; tudo o que ligares na Terra ficará ligado nos Céus, e tudo o que desligares na Terra ficará desligado nos Céus» (Mt 16,19). «Este mesmo encargo de ligar e desligar, conferido a Pedro, foi também atribuído ao colégio dos apóstolos unidos à sua cabeça (cf Mt 18,18; 28,16-20)» (Vaticano II, Lumen Gentium, 22).

A fórmula de absolvição em uso na Igreja latina exprime os elementos essenciais deste sacramento: o Pai das misericórdias é a fonte de todo o perdão. Ele realiza a reconciliação dos pecadores pela Páscoa de seu Filho e pelo dom do seu Espírito, através da oração e do ministério da Igreja: «Deus, Pai de misericórdia, que, pela morte e ressurreição de seu Filho, reconciliou o mundo consigo e enviou o Espírito Santo para a remissão dos pecados, te conceda, pelo ministério da Igreja, o perdão e a paz. E eu te absolvo dos teus pecados em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo». […]

Cristo age em cada um dos sacramentos. Ele dirige-Se pessoalmente a cada um dos pecadores: «Meu filho, os teus pecados são-te perdoados» (Mc 2,5); Ele é o médico que Se inclina sobre cada um dos doentes que dele precisam, para os curar (cf Mc 2,17), aliviando-os e reintegrando-os na comunhão fraterna. A confissão pessoal é, pois, a forma mais significativa da reconciliação com Deus e com a Igreja.

Catecismo da Igreja Católica §§ 1444, 1449, 1484

Santo do Dia