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Liturgia diária

Sábado da 17ª semana do Tempo Comum

Sábado, 31 De Julho Cor litúrgica: Verde

25,1.8-17.

1 O Senhor falou a Moisés, dizendo:
8 «Contareis sete semanas de anos, isto, é, sete vezes sete anos; de maneira que, durante esse período de tempo, serão quarenta e nove anos.
9 No dia dez do sétimo mês, mandarás fazer uma proclamação ao som da trombeta. É o dia das Expiações: tocareis a trombeta por toda a vossa terra.
10 De cinquenta em cinquenta anos, promulgareis um ano santo e proclamareis no país a liberdade de todos os habitantes da Terra. Será para vós um jubileu: cada um tornará a possuir a sua propriedade e cada um voltará à sua família.
11 O quinquagésimo ano será para vós um ano jubilar: não semeareis, nem ceifareis as espigas que tiverem nascido espontaneamente, nem vindimareis as vinhas não podadas.
12 É um jubileu, que será para vós sagrado: comereis do que os campos forem produzindo.
13 Nesse ano jubilar, cada um tornará a possuir a sua propriedade.
14 Se venderes alguma coisa ao teu próximo, ou se lhe comprares alguma coisa, nenhum de vós prejudique o seu irmão.
15 Comprarás ao teu próximo tendo em conta o número de anos depois do jubileu; e ele te venderá segundo o número de anos de colheita.
16 Quanto maior for o número de anos, maior será o preço; quanto menor for o número de anos, menor será o preço, pois o que ele te vende é um certo número de colheitas.
17 Nenhum de vós prejudique o seu próximo. Temerás o teu Deus, porque Eu sou o Senhor, vosso Deus».

67(66),2-3.5.7-8.

R/ Louvado sejais, Senhor, pelos povos de toda a terra.

2 Deus Se compadeça de nós e nos dê a sua bênção,
resplandeça sobre nós a luz do seu rosto.
3 Na terra se conhecerão os seus caminhos
e entre os povos a sua salvação.

5 Alegrem-se e exultem as nações,
porque julgais os povos com justiça
e governais as nações sobre a terra.

7 A terra produziu os seus frutos,
o Senhor nosso Deus nos abençoa.
8 Deus nos dê a sua bênção
e chegue o seu temor aos confins da terra.

14,1-12.

1 Naquele tempo, o tetrarca Herodes ouviu falar da fama de Jesus
2 e disse aos seus familiares: «Esse homem é João Batista, que ressuscitou dos mortos. Por isso é que nele se exercem tais poderes miraculosos».
3 De facto, Herodes tinha mandado prender João e algemá-lo no cárcere, por causa de Herodíades, a mulher de seu irmão Filipe.
4 Porque João dizia constantemente a Herodes: «Não te é permitido tê-la por mulher».
5 E, embora quisesse dar-lhe a morte, tinha receio da multidão, que o considerava como profeta.
6 Ocorreu entretanto o aniversário de Herodes e a filha de Herodíades dançou diante dos convidados. Agradou de tal maneira a Herodes,
7 que este lhe prometeu com juramento dar-lhe o que ela pedisse.
8 Instigada pela mãe, ela respondeu: «Dá-me agora mesmo num prato a cabeça de João Batista».
9 O rei ficou consternado, mas, por causa do juramento e dos convidados, ordenou que lha dessem
10 e mandou decapitar João no cárcere.
11 A cabeça foi trazida num prato e entregue à jovem, que a levou a sua mãe.
12 Os discípulos de João vieram buscar o seu cadáver e deram-lhe sepultura. Depois foram dar a notícia a Jesus.

Comentário ao Evangelho

A grandeza de João Batista

O que dá grandeza a João, aquilo que faz dele grande entre os grandes, foi ter levado ao extremo as suas virtudes […], acrescentando-lhes a maior de todas, a humildade. Sendo considerado superior a todos, ele colocou acima de si, de forma espontânea e com desvelo de amor, Aquele que é o mais humilde de todos; e de tal maneira O colocou acima de si que se declarou indigno de Lhe descalçar as sandálias (Mt 3,11).

Devem os homens maravilhar-se, pois, por João ter sido predito pelos profetas, por ter sido anunciado por um anjo […], por ter nascido de pais tão santos e nobres, ainda que idosos e estéreis […], por ter preparado o caminho ao Redentor no deserto, por ter feito voltar o coração dos pais a seus filhos e o dos filhos a seus pais (cf Lc 1,17), por ter sido digno de batizar o Filho, por ter ouvido o Pai, por ter visto o Espírito Santo em forma corpórea (cf Lc 3,22), por ter lutado até à morte pela verdade e por ter sido mártir de Cristo antes da Paixão, para ser o percursor de Cristo até à morada dos mortos. […]

Quanto a nós, irmãos, é a sua humildade que nos é proposta como objeto de admiração, mas também de imitação. A humildade incitou-o a não querer passar por grande, quando podia tê-lo feito. […] De facto, este fiel «amigo do Esposo» (Jo 3,29), que amava o seu Senhor mais do que a si próprio, desejava «diminuir» para que Ele pudesse «crescer» (Jo 3,30), e quis tornar maior a glória de Cristo fazendo-se a si próprio mais pequeno. Deste modo, pôde exprimir com a sua conduta o que disse o apóstolo Paulo: «Não nos pregamos a nós próprios, mas a Cristo Jesus, o Senhor» (2Cor 4,5).

Beato Guerric de Igny (c. 1080-1157) abade cisterciense 3.º Sermão para a natividade de João Batista, SC 202

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