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Liturgia diária

16º Domingo do Tempo Comum

Domingo, 18 De Julho Cor litúrgica: Verde

23,1-6.

1 Diz o Senhor: «Ai dos pastores que perdem e dispersam as ovelhas do meu rebanho!».
2 Por isso, assim fala o Senhor, Deus de Israel, aos pastores que apascentam o meu povo: «Dispersastes as minhas ovelhas e as escorraçastes, sem terdes cuidado delas. Vou ocupar-Me de vós e castigar-vos, pedir-vos contas das vossas más ações – oráculo do Senhor.
3 Eu mesmo reunirei o resto das minhas ovelhas de todas as terras onde se dispersaram e as farei voltar às suas pastagens, para que cresçam e se multipliquem.
4 Dar-lhes-ei pastores que as apascentem, e não mais terão medo nem sobressalto; nem se perderá nenhuma delas – oráculo do Senhor.
5 Dias virão», diz o Senhor, «em que farei surgir para David um rebento justo. Será um verdadeiro rei e governará com sabedoria; há de exercer no país o direito e a justiça.
6 Nos seus dias, Judá será salvo e Israel viverá em segurança. Este será o seu nome: "O Senhor é a nossa justiça".

23(22),1-3a.3b-4.5.6.

R/ Habitarei para sempre na casa do Senhor.

1 O Senhor é meu pastor: nada me falta.
2 Leva-me a descansar em verdes prados,
conduz-me às águas refrescantes
3 e reconforta a minha alma.

3 Ele me guia por sendas direitas por amor do seu nome.
4 Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos,
não temerei nenhum mal, porque Vós estais comigo:
o vosso cajado e o vosso báculo me enchem de confiança.

5 Para mim preparais a mesa,
à vista dos meus adversários;
com óleo me perfumais a cabeça,
e o meu cálice transborda.

6 A bondade e a graça hão de acompanhar-me
todos os dias da minha vida,
e habitarei na casa do Senhor
para todo o sempre.

2,13-18.

13 Irmãos: Foi em Cristo Jesus que vós, outrora longe de Deus, vos aproximastes dele, graças ao sangue de Cristo.
14 Cristo é, de facto, a nossa paz. Foi Ele que fez de judeus e gregos um só povo e derrubou o muro da inimizade que os separava,
15 anulando, pela imolação do seu corpo, a Lei de Moisés, com as suas prescrições e decretos. E assim, de uns e outros Ele fez em Si próprio um só homem novo, estabelecendo a paz.
16 Pela cruz, reconciliou com Deus uns e outros, reunidos num só corpo, levando em Si próprio a morte à inimizade.
17 Cristo veio anunciar a boa nova da paz, paz para vós, que estáveis longe, e paz para aqueles que estavam perto.
18 Por Ele, uns e outros podemos aproximar-nos do Pai, num só Espírito.

6,30-34.

30 Naquele tempo, os apóstolos voltaram para junto de Jesus e contaram-Lhe tudo o que tinham feito e ensinado.
31 Então Jesus disse-lhes: «Vinde comigo para um lugar isolado e descansai um pouco». De facto, havia sempre tanta gente a chegar e a partir que eles nem tinham tempo de comer.
32 Partiram, então, de barco para um lugar isolado, sem mais ninguém.
33 Vendo-os afastar-se, muitos perceberam para onde iam; e, de todas as cidades, acorreram a pé para aquele lugar e chegaram lá primeiro que eles.
34 Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e compadeceu-Se de toda aquela gente, porque eram como ovelhas sem pastor. E começou a ensinar-lhes muitas coisas.

Comentário ao Evangelho

«Compadeceu-Se de toda aquela gente, porque eram como ovelhas sem pastor»

Salvar é um ato de bondade. «A misericórdia divina estende-se a todo o ser vivo: repreende, corrige, ensina e reconduz, como pastor, o seu rebanho. Ele Se compadece daqueles que recebem os seus ensinamentos e dos que se apressam a cumprir os seus preceitos» (Sir 18,13s). [...]

Os sãos não têm necessidade do médico enquanto estiverem bem; os doentes, pelo contrário, recorrem à sua arte. Nesta vida, todos nós estamos doentes, pelos nossos desejos censuráveis, as nossas intemperanças [...] e outras paixões; temos, pois, necessidade de um Salvador. [...] Nós, os doentes, temos necessidade do Salvador; extraviados, necessitamos de quem nos guie; cegos, de quem nos dê luz; sedentos, da fonte de água viva, porque «quem beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede» (Jo 4,14); mortos, precisamos da vida; rebanho, do pastor; crianças, de um educador; sim, toda a humanidade tem necessidade de Jesus. [...]

«Cuidarei da que está ferida e tratarei da que está doente. Vigiarei a que está gorda e forte e a todas apascentarei com justiça» (Ez 34,16): tal é a promessa do bom pastor, que nos apascenta como a um rebanho, a nós que somos pequeninos. Mestre, dá-nos com abundância o teu pasto, que é a justiça! Sê o nosso pastor e conduz-nos à tua montanha santa, à Igreja que se eleva, que domina as nuvens, que toca os céus: «Eis que Eu mesmo cuidarei das minhas ovelhas e me interessarei por elas (cf Ez 34), porque [...] Eu não vim para ser servido mas para servir» (cf Mt 20,28). É por isso que Jesus aparece cansado no evangelho, Ele que Se afadiga por nós e que promete dar a sua vida para resgatar a multidão (cf Jo 4,5; Mt 20,28).

São Clemente de Alexandria (150-c. 215) teólogo Pedagogo, I, 9; SC 70

Santo do Dia