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Liturgia diária

Sexta-feira da 14ª semana do Tempo Comum

Sexta-Feira, 9 De Julho Cor litúrgica: Verde

46,1-7.28-30.

1 Naqueles dias, Israel pôs-se a caminho com todos os seus bens e chegou a Bersabé, onde ofereceu sacrifícios ao Deus de Isaac, seu pai.
2 Disse-lhe Deus numa visão noturna: «Jacob! Jacob!». Ele respondeu: «Aqui estou».
3 Deus continuou: «Eu sou Deus, o Deus de teu pai. Não tenhas medo de descer ao Egito, porque lá Eu farei de ti um grande povo.
4 Eu próprio descerei contigo ao Egito e Eu próprio te farei regressar. E será José que te há de fechar os olhos».
5 Jacob partiu de Bersabé. Os filhos de Israel colocaram seu pai Jacob, bem como seus próprios filhos e esposas, nos carros que o faraó enviara para os transportar.
6 Levaram também consigo os rebanhos e tudo o que tinham adquirido na terra de Canaã. Seguiram então para o Egito Jacob com todos os seus descendentes:
7 seus filhos e netos, suas filhas e netas. Toda a sua descendência foi levada para o Egito.
28 Jacob enviou Judá à sua frente, ao encontro de José, para que este viesse ter com ele a Géssen. Quando eles chegaram àquela região,
29 José mandou atrelar o seu carro e partiu para Géssen ao encontro de Israel, seu pai. Quando o viu diante de si, lançou-se-lhe ao pescoço e abraçou-o, chorando longamente.
30 Israel disse a José: «Agora posso morrer, porque vi o teu rosto e tu ainda estás vivo».

37(36),3-4.18-19.27-28.39-40.

R/ Confia ao Senhor os teus caminhos e Ele te salvará.

3 Confia no Senhor e pratica o bem,
possuirás a Terra e viverás tranquilo.
4 Põe no Senhor as tuas delícias
e Ele satisfará os anseios do teu coração.

18 O Senhor conhece os dias dos bons
e a herança deles será eterna.
19 Não serão confundidos no tempo da adversidade
e nos dias da fome serão saciados.

27 Afasta-te do mal e pratica o bem
e permanecerás para sempre;
28 porque o Senhor ama a justiça
e não desampara os que Lhe são fiéis.

39 A salvação dos justos vem do Senhor,
Ele é o seu refúgio no tempo da tribulação.
40 O Senhor os ajuda e defende,
porque nele procuraram refúgio.

10,16-23.

16 Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: «Envio-vos como ovelhas para o meio de lobos. Portanto, sede prudentes como as serpentes e simples como as pombas.
17 Tende cuidado com os homens: hão de entregar-vos aos tribunais e açoitar-vos nas sinagogas.
18 Por minha causa, sereis levados à presença de governadores e reis, para dar testemunho diante deles e das nações.
19 Quando vos entregarem, não vos preocupeis em saber como falar nem com o que dizer, porque nessa altura vos será sugerido o que deveis dizer;
20 porque não sereis vós a falar, mas é o Espírito do vosso Pai que falará em vós.
21 O irmão entregará à morte o irmão e o pai entregará o filho. Os filhos hão de erguer-se contra os pais e causar-lhes a morte.
22 E sereis odiados por todos por causa do meu nome. Mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo.
23 Quando vos perseguirem numa cidade, fugi para outra. Em verdade vos digo: não acabareis de percorrer as cidades de Israel, antes de vir o Filho do homem».

Comentário ao Evangelho

«Quando vos entregarem, não vos preocupeis »

Refletindo sobre mim e sobre as muitas vicissitudes da minha humilde vida, devo reconhecer que o Senhor me dispensou até agora dessas tribulações que, a muitas almas, tornam difícil e ingrato o serviço da verdade, da justiça e da caridade. [...] Como agradecerei, meu Deus, o bom tratamento que recebi sempre em todos os lugares aonde cheguei em teu nome, e sempre em pura obediência, não por minha vontade, mas pela tua? «Como retribuirei ao Senhor todo o bem que Ele me fez?» (Sl 115,12). Vejo muito bem que a minha resposta, a mim próprio e ao Senhor, é sempre: «Erguerei o cálice da salvação, invocando o nome do Senhor» (v. 13).

Como já insinuei nestas páginas, quando me assaltar a grande tribulação, devo recebê-la bem: «A nossa tribulação momentânea é leve, em relação ao peso extraordinário da glória eterna que nos prepara» (2Cor 4,17). E, se se fizer esperar algum tempo, terei de continuar a saciar-me com o sangue de Jesus, com o cortejo de pequenas e grandes tribulações de que a bondade do Senhor quiser rodear-me. Sempre me senti, e continuo a sentir-me muito impressionado por estas palavras do pequeno Salmo 130: «Senhor, o meu coração não se orgulha, nem os meus olhos são altivos; não vou atrás de grandezas nem de prodígios que me excedam. Ao contrário, aquieto e sossego a minha alma, como criança saciada no colo de sua mãe: assim está a minha alma dentro de mim». Como amo estas palavras! Mas, se vier a perturbar-me no final da vida, Senhor Jesus, Tu me fortificarás na tribulação. O teu sangue, o teu sangue que continuarei a beber do teu cálice, quer dizer, do teu coração, será para mim penhor de salvação e de alegria eterna. «A nossa tribulação momentânea é leve, em relação ao peso extraordinário da glória eterna que nos prepara».

São João XXIII (1881-1963) papa Diário da Alma, Agosto de 1961

Santo do Dia