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Liturgia diária

Quarta-feira da 4ª semana da Páscoa

Quarta-Feira, 28 De Abril Cor litúrgica: Branco

12,24-25.13,1-5a.

24 Naqueles dias, a palavra de Deus crescia e multiplicava-se.
25 Depois de Barnabé e Saulo cumprirem a sua missão, voltaram de Jerusalém, trazendo consigo João, que tinha o sobrenome de Marcos.
1 Na Igreja de Antioquia havia profetas e doutores: Barnabé, Simeão, chamado o Negro, Lúcio de Cirene, Manaen, irmão colaço do tetrarca Herodes, e Saulo.
2 Estando eles a celebrar o culto do Senhor e a jejuar, disse-lhes o Espírito Santo: «Separai Barnabé e Saulo para o trabalho a que os chamei».
3 Então, depois de terem jejuado e orado, impuseram-lhes as mãos e deixaram-nos partir.
4 Enviados pelo Espírito Santo, Barnabé e Saulo desceram a Selêucia e de lá navegaram para Chipre.
5 Tendo chegado a Salamina, começaram a anunciar a palavra de Deus nas sinagogas dos judeus.

67(66),2-3.5.6.8.

R/ Deus Se compadeça de nós e nos dê a sua bênção.

2 Deus Se compadeça de nós e nos dê a sua bênção,
resplandeça sobre nós a luz do seu rosto.
3 Na terra se conhecerão os seus caminhos
e entre os povos a sua salvação.

5 Alegrem-se e exultem as nações,
porque julgais os povos com justiça
e governais as nações sobre a terra.

6 Os povos Vos louvem, ó Deus,
todos os povos Vos louvem.
8 Deus nos dê a sua bênção
e chegue o seu temor aos confins da terra.

12,44-50.

44 Naquele tempo, Jesus disse em alta voz: «Quem acredita em Mim, não é em Mim que acredita, mas naquele que Me enviou;
45 e quem Me vê, vê Aquele que Me enviou.
46 Eu vim ao mundo como luz, para que todo aquele que acredita em Mim não fique nas trevas.
47 Se alguém ouvir as minhas palavras e não as guardar, não sou Eu que o julgo, porque não vim para julgar o mundo, mas para o salvar.
48 Quem Me rejeita e não acolhe as minhas palavras tem quem o julgue: a palavra que anunciei o julgará no último dia.
49 Porque Eu não falei por Mim próprio: o Pai, que Me enviou, é que determinou o que havia de dizer e anunciar.
50 E Eu sei que o seu mandamento é vida eterna. Portanto, as palavras que Eu digo, digo-as como o Pai Mas disse a Mim».

Comentário ao Evangelho

«Eu vim ao mundo como luz, para que todo aquele que acredita em Mim não fique nas trevas»

A humildade com que Cristo «Se esvaziou a Si mesmo, tomando a condição de servo» (Fil 2,7) é para nós luz, como é luz também a sua recusa de glória neste mundo, Ele que não quis nascer num palácio, mas preferiu um estábulo e sofreu uma morte vergonhosa numa cruz. Por esta humildade, somos capazes de perceber quão detestável é o pecado de alguém que, sendo apenas pó (cf Gn 2,7), um homenzinho de nada, pelo poder do orgulho se glorifica e se recusa a obedecer, ao passo que Deus infinito é humilhado, desprezado e entregue ao bel-prazer dos homens.

A mansidão com que Ele suportou a fome, a sede, o frio, os insultos, os golpes e as feridas também é luz para nós, pois «não abriu a boca, como cordeiro que é levado ao matadouro ou como ovelha emudecida nas mãos do tosquiador» (Is 53,7). Por esta mansidão, somos capazes de ver que a cólera e as ameaças são inúteis, e de nos dispor a sofrer e a servir a Cristo de todo o coração; por ela, enfim, compreendemos tudo o que nos é pedido: expiar os nossos pecados em atitude de submissão e silêncio, suportar com paciência o sofrimento quando surgir, como Cristo suportou os seus tormentos com brandura e paciência, não pelos seus próprios pecados, mas pelos dos outros.

Irmãos caríssimos, reflitamos desde já em todas as virtudes que Cristo nos ensinou com a sua vida exemplar, nos recomenda com o seu estímulo e nos ajuda a imitar com a fortaleza da sua graça.

Lansperge o Cartuxo (1489-1539) religioso e teólogo Sermão 5 (Opera omnia 3, 315)

Santo do Dia