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Liturgia diária

Quarta-feira da 2ª semana da Páscoa

Quarta-Feira, 14 De Abril Cor litúrgica: Branco

5,17-26.

17 Naqueles dias, o sumo sacerdote e todo o seu grupo, isto é, o partido dos saduceus, enfurecidos contra os apóstolos,
18 mandaram-nos prender e meteram-nos na cadeia pública.
19 Mas, durante a noite, o anjo do Senhor abriu as portas da prisão, levou-os para fora e disse-lhes:
20 «Ide apresentar-vos no Templo, a anunciar ao povo todas estas palavras de vida».
21 Tendo ouvido isto, eles entraram no Templo de madrugada e começaram a ensinar. Entretanto, chegou o sumo sacerdote com o seu grupo. Convocaram o Sinédrio e todo o Senado dos israelitas e mandaram buscar os apóstolos à cadeia.
22 Os guardas foram lá, mas não os encontraram na prisão; e voltaram para avisar:
23 «Encontrámos a cadeia fechada com toda a segurança e os guardas de sentinela à porta. Abrimo-la, mas não encontrámos ninguém lá dentro».
24 Ao ouvirem estas palavras, o comandante do Templo e os príncipes dos sacerdotes ficaram muito perplexos, perguntando entre si o que se tinha passado com os presos.
25 Entretanto, veio alguém comunicar-lhes: «Os homens que metestes na cadeia estão no Templo a ensinar o povo».
26 Então o comandante do Templo foi lá com os guardas e trouxe os apóstolos, mas sem violência, porque tinham receio de ser apedrejados pelo povo.

34(33),2-3.4-5.6-7.8-9.

R/ Saboreai e vede como o Senhor é bom.

2 A toda a hora bendirei o Senhor,
o seu louvor estará sempre na minha boca.
3 A minha alma gloria-se no Senhor:
escutem e alegrem-se os humildes.

4 Enaltecei comigo o Senhor
e exaltemos juntos o seu nome.
5 Procurei o Senhor e Ele atendeu-me,
libertou-me de toda a ansiedade.

6 Voltai-vos para Ele e ficareis radiantes,
o vosso rosto não se cobrirá de vergonha.
7 Este pobre clamou e o Senhor o ouviu,
salvou-o de todas as angústias.

8 O anjo do Senhor protege os que O temem
e defende-os dos perigos.
9 Saboreai e vede como o Senhor é bom:
feliz o homem que nele se refugia.

3,16-21.

16 Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita nele não pereça, mas tenha a vida eterna.
17 Porque Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele».
18 Quem acredita nele não é condenado, mas quem não acredita nele já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho Unigénito de Deus».
19 E a causa da condenação é esta: a luz veio ao mundo e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque eram más as suas obras.
20 Todo aquele que pratica más ações odeia a luz e não se aproxima dela, para que as suas obras não sejam denunciadas.
21 Mas quem pratica a verdade aproxima-se da luz, para que as suas obras sejam manifestas, pois são feitas em Deus».

Comentário ao Evangelho

«Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito»

As maravilhas e as manifestações do amor de Deus por nós são inesgotáveis. O amor divino não se manifesta apenas no facto de termos sido adotados, mas também na forma admirável escolhida por Deus para realizar em nós essa adoção.

Deus ama-nos com um amor infinito, um amor paternal; mas ama-nos no seu Filho. Para nos tornar filhos, Deus dá-nos o seu Filho, Cristo Jesus, dom supremo do amor: «Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito». E por que razão no-lo dá? Para Ele ser a nossa sabedoria, a nossa santificação, a nossa redenção, a nossa justiça, a nossa luz e o nosso caminho, o nosso alimento e a nossa vida -- numa palavra, para Ele servir de mediador entre Deus e nós. Cristo Jesus, o Verbo encarnado, ultrapassou o abismo que separava o homem de Deus. É no seu Filho e por seu Filho que Deus derrama do Céu sobre a nossa alma todas as bênçãos divinas da graça, que nos permitem viver como filhos dignos deste Pai celeste (cf Ef 1,3).

Todas as graças nos vêm por Jesus, é por Ele que todos os bens vêm do Céu; deste modo, Deus ama-nos na medida em que nós amamos o seu Filho Jesus e acreditamos nele. É o próprio Senhor que nos dirige estas palavras: «O Pai ama-vos porque vós Me amais e credes que saí de Deus» (Jo 16,27). Quando o Pai vê uma alma cheia de amor a seu Filho, cumula-a de bênçãos abundantes.

Beato Columba Marmion (1858-1923) abade «O espírito de abandono»

Santo do Dia