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Liturgia diária

5º Domingo da Quaresma

Domingo, 21 De Março Cor litúrgica: Roxo

31,31-34.

31 Dias virão, diz o Senhor, em que estabelecerei com a casa de Israel e com a casa de Judá uma aliança nova.
32 Não será como a aliança que firmei com os seus pais, no dia em que os tomei pela mão para os tirar da terra do Egito, aliança que eles violaram, embora Eu exercesse o meu domínio sobre eles, diz o Senhor.
33 Esta é a aliança que estabelecerei com a casa de Israel, naqueles dias, diz o Senhor: Hei de imprimir a minha lei no íntimo da sua alma e gravá-la-ei no seu coração. Eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.
34 Já não terão de se instruir uns aos outros, nem de dizer cada um a seu irmão: «Aprendei a conhecer o Senhor». Todos eles Me conhecerão, desde o maior ao mais pequeno, diz o Senhor. Porque vou perdoar os seus pecados e não mais recordarei as suas faltas.

51(50),3-4.12-13.14-15.

3 Compadecei-Vos de mim, ó Deus, pela vossa bondade,
pela vossa grande misericórdia,
apagai os meus pecados.
4 Lavai-me de toda a iniquidade

e purificai-me de todas as faltas.
12 Criai em mim, ó Deus, um coração puro
e fazei nascer dentro de mim um espírito firme.
13 Não queirais repelir-me da vossa presença

e não retireis de mim o vosso espírito de santidade.
14 Dai-me de novo a alegria da vossa salvação
e sustentai-me com espírito generoso.
15 Ensinarei aos pecadores os vossos caminhos

e os transviados hão de voltar para Vós.

5,7-9.

7 Nos dias da sua vida mortal, Cristo dirigiu preces e súplicas, com grandes clamores e lágrimas, Àquele que O podia livrar da morte e foi atendido por causa da sua piedade.
8 Apesar de ser Filho, aprendeu a obediência no sofrimento
9 e, tendo atingido a sua plenitude, tornou-Se para todos os que Lhe obedecem causa de salvação eterna.

12,20-33.

20 Naquele tempo, alguns gregos que tinham vindo a Jerusalém para adorar nos dias da festa,
21 foram ter com Filipe, de Betsaida da Galileia, e fizeram-lhe este pedido: «Senhor, nós queríamos ver Jesus».
22 Filipe foi dizê-lo a André; e então André e Filipe foram dizê-lo a Jesus.
23 Jesus respondeu-lhes: «Chegou a hora em que o Filho do homem vai ser glorificado.
24 Em verdade, em verdade, vos digo: se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica só; mas, se morrer, dará muito fruto.
25 Quem ama a sua vida, perdê-la-á, e quem despreza a sua vida neste mundo, conservá-la-á para a vida eterna.
26 Se alguém Me quiser servir, que Me siga, e onde Eu estiver, ali estará também o meu servo. E, se alguém Me servir, meu Pai o honrará.
27 Agora a minha alma está perturbada. E que hei de dizer? Pai, salva-Me desta hora? Mas por causa disto é que Eu cheguei a esta hora.
28 Pai, glorifica o teu nome». Veio então do Céu uma voz que dizia: «Já O glorifiquei e tornarei a glorificá-lo».
29 A multidão que estava presente e ouvira dizia ter sido um trovão. Outros afirmavam: «Foi um anjo que Lhe falou».
30 Disse Jesus: «Não foi por minha causa que esta voz Se fez ouvir; foi por vossa causa.
31 Chegou a hora em que este mundo vai ser julgado. Chegou a hora em que vai ser expulso o príncipe deste mundo.
32 E, quando Eu for elevado da Terra, atrairei todos a Mim».
33 Falava deste modo, para indicar de que morte ia morrer.

Comentário ao Evangelho

«Quando Eu for elevado da Terra, atrairei todos a Mim».

Cristo Jesus dizia: «Quando Eu for elevado da Terra na cruz, terei tal poder que poderei atrair a Mim todos quantos tiverem fé em Mim» (cf Jo 12,32).

«No deserto, os que olhavam para a serpente de bronze eram curados; assim também, aqueles que olharem para Mim com fé e amor serão atraídos a Mim, a despeito de todos os seus pecados, das suas feridas e das suas indignidades, e Eu elevá-los-ei ao Céu. Eu, que sou Deus, consenti por amor em ser suspenso de um madeiro como um homem maldito. Em troca dessa humilhação, tenho o poder de elevar comigo, até aos esplendores dos Céus de onde desci, os que creem em Mim. Venho do Céu e aí voltarei, mas levando comigo quantos esperam na minha graça. Esta graça é tão poderosa que pode unir-vos a Mim, e essa união é tão indissolúvel que ninguém poderá arrancar das minhas mãos aqueles que o Pai Me deu e que Eu, por pura misericórdia, adquiri com o meu sangue precioso» (cf Jo 10,29).

Que perspetiva cheia de consolação para a alma humilde a de partilhar um dia, graças aos méritos de Jesus, a sua exaltação! São Paulo fala-nos em termos sublimes desta exaltação suprema de Nosso senhor, contraparte dos seus abaixamentos (cf Fil 2,7-9): foi por ter sido humilhado que Jesus foi exaltado; foi por ter sido abaixado a ponto de sofrer a ignomínia dos que foram amarrados a um cadafalso que Deus Lhe exaltou o nome até ao mais alto dos Céus. A partir de então, deixou de haver outro nome pelo qual os homens possam ser salvos; este nome é único, sublime é a glória, soberano o poder de que goza o Homem-Deus sentado à direita do Pai no esplendor eterno. [...] E este triunfo incomparável é fruto de uma incomensurável humildade.

Beato Columba Marmion (1858-1923) abade «A humildade»

Santo do Dia