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Liturgia diária

Sexta-feira da 2ª semana do Tempo Comum

Sexta-Feira, 22 De Janeiro Cor litúrgica: Verde

8,6-13.

6 Irmãos: Jesus obteve um ministério tanto mais elevado, quanto mais perfeita é a aliança de que Ele é mediador, a qual foi estabelecida sobre melhores promessas.
7 De facto, se a primeira aliança fosse irrepreensível, não haveria lugar para uma segunda.
8 É em tom de censura que Deus lhes declara: «Dias virão, diz o Senhor, em que Eu estabelecerei uma nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá.
9 Não será como a aliança que fiz com os seus pais, no dia em que os tomei pela mão para os tirar da terra do Egito. Como eles não permaneceram na minha aliança, também Eu Me desinteressei deles, diz o Senhor.
10 Esta é a aliança que estabelecerei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor, hei de imprimir as minhas leis no seu espírito e gravá-las no seu coração; Eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.
11 Ninguém terá de instruir o seu próximo nem o seu irmão, dizendo: "Conhece o Senhor". Porque todos Me conhecerão, desde o maior ao mais pequeno.
12 Serei indulgente para com as suas faltas e não mais recordarei os seus pecados».
13 Assim, ao falar de nova aliança, Deus declara antiquada a primeira. Ora aquilo que se torna antigo e envelhece está prestes a desaparecer.

85(84),8.10.11-12.13-14.

R/ Encontraram-se a misericórdia e a fidelidade.

8 Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia
e dai-nos a vossa salvação.
10 A sua salvação está perto dos que O temem,
e a sua glória habitará na nossa terra.

11 Encontraram-se a misericórdia e a fidelidade,
abraçaram-se a paz e a justiça.
12 A fidelidade vai germinar da terra,
e a justiça descerá do Céu.

13 O Senhor dará ainda o que é bom,
e a nossa terra produzirá os seus frutos.
14 A justiça caminhará à sua frente,
e a paz seguirá os seus passos.

3,13-19.

13 Naquele tempo, Jesus subiu a um monte. Chamou à sua presença aqueles que entendeu e eles aproximaram-se.
14 Escolheu doze, para andarem com Ele e para os enviar a pregar,
15 com poder de expulsar demónios.
16 Escolheu estes doze: Simão, a quem pôs o nome de Pedro;
17 Tiago, filho de Zebedeu, e João, irmão de Tiago, aos quais pôs o nome de Boanerges, isto é, «Filhos do trovão»;
18 André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago de Alfeu, Tadeu, Simão o Cananeu
19 e Judas Iscariotes, que depois O traiu.

Comentário ao Evangelho

«Escolheu doze, para andarem com Ele»: os bispos, sucessores dos Apóstolos

Revestido da plenitude do sacramento da Ordem, o bispo é o «administrador da graça do supremo sacerdócio» [oração da sagração episcopal no rito bizantino], principalmente na Eucaristia, que ele mesmo oferece ou providencia para que seja oferecida, e pela qual a Igreja vive e cresce. Esta Igreja de Cristo está verdadeiramente presente em todas as legítimas comunidades locais de fiéis, as quais, aderindo aos seus pastores, são elas mesmas chamadas igrejas no Novo Testamento (At 8,1; 14,22-23); pois elas são, no local em que se encontram, o novo Povo chamado por Deus, no Espírito Santo e com plena segurança (1Tess 1,5). Nelas se congregam os fiéis, pela pregação do Evangelho de Cristo, e se celebra o mistério da Ceia do Senhor, «para que o corpo da inteira fraternidade seja unido por meio da carne e do sangue do Senhor» [oração moçárabe].

Em qualquer comunidade que participa do altar sob o ministério sagrado do bispo, é manifestado o símbolo do amor e da «unidade do Corpo místico, sem a qual não pode haver salvação» [S. Tomás de Aquino]. Nestas comunidades, embora muitas vezes pequenas e pobres, ou dispersas, está presente Cristo, por cujo poder se unifica a Igreja «una, santa, católica e apostólica» [Sto. Agostinho]. Pois «outra coisa não faz a participação no corpo e sangue de Cristo do que transformar-nos naquele que recebemos» [S. Leão Magno] [...]

Deste modo, os bispos, orando e trabalhando pelo povo, espalham multiforme e abundantemente a plenitude da santidade de Cristo. Pelo ministério da palavra, comunicam a força de Deus para a salvação dos que creem (Rom 1,16) e, por meio dos sacramentos, cuja distribuição regular e frutuosa ordenam com a sua autoridade, santificam os fiéis.

Concílio Vaticano II Constituição Dogmática «Lumen Gentium», sobre a Igreja, § 26

Santo do Dia