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Liturgia diária

Terça-feira da 2ª semana do Tempo Comum

Terça-Feira, 19 De Janeiro Cor litúrgica: Verde

6,10-20.

10 Irmãos: Deus não é injusto. Ele não pode esquecer o vosso trabalho e o amor que mostrastes pelo seu nome, colocando-vos ao serviço dos santos, no passado e no presente.
11 Desejamos, porém, que cada um de vós mostre o mesmo zelo, mantendo intacta a sua esperança até ao fim,
12 de modo que não vos torneis tíbios, mas imiteis aqueles que, pela fé e pela esperança, se tornam herdeiros dos bens prometidos.
13 Quando Deus fez a promessa a Abraão, como não tinha outro maior por quem jurar, jurou por Si próprio,
14 dizendo: «Eu te cumularei de bênçãos e multiplicarei a tua posteridade».
15 E, por ter perseverado pacientemente, Abraão alcançou a realização da promessa.
16 Os homens, de facto, juram por alguém maior que eles e o juramento é uma garantia que põe fim às suas contendas.
17 Por isso Deus, querendo mostrar solenemente aos herdeiros da promessa como era imutável o seu desígnio, comprometeu-Se com juramento.
18 Assim, por dois atos irrevogáveis, nos quais é impossível Deus mentir, nós temos um forte incentivo para nos refugiarmos firmemente na esperança proposta.
19 Nela tem a nossa alma uma âncora inabalável e segura, que penetra para além do véu,
20 onde entrou Jesus como nosso precursor, constituído sumo sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedec.

111(110),1-2.4-5.9.10c.

R/ O Senhor jamais esquecerá a sua aliança.

1 Louvarei o Senhor de todo o coração
no conselho dos justos e na assembleia.
2 Grandes são as obras do Senhor,
admiráveis para os que nelas meditam.

4 Instituiu um memorial das suas maravilhas:
o Senhor é misericordioso e compassivo.
5 Deu sustento àqueles que O temem
e jamais se esquecerá da sua aliança.

9 Enviou a redenção ao seu povo,
firmou com ele uma aliança eterna;
santo e venerável é o seu nome,
10 o louvor do Senhor permanece para sempre.

2,23-28.

23 Passava Jesus através das searas num dia de sábado e os discípulos, enquanto caminhavam, começaram a apanhar espigas.
24 Disseram-Lhe então os fariseus: «Vê como eles fazem ao sábado o que não é permitido».
25 Respondeu-lhes Jesus: «Nunca lestes o que fez David, quando teve necessidade e sentiu fome, ele e os seus companheiros?
26 Entrou na casa de Deus, no tempo do sumo sacerdote Abiatar, e comeu dos pães da proposição, que só os sacerdotes podiam comer, e também os deu aos companheiros».
27 E acrescentou: «O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado.
28 Por isso, o Filho do homem é também Senhor do sábado».

Comentário ao Evangelho

«Recorda-te de santificar o sábado» (Ex 20,8)

A vida temporal, posto que boa e desejável, não é o fim para que fomos criados; mas é a via e o meio para aperfeiçoar, com o conhecimento da verdade e com a prática do bem, a vida do espírito. O espírito é que tem em si impressa a semelhança divina (cf Gn 1,26) e é nele que reside aquele principado em virtude do qual foi dado ao homem o direito de dominar as criaturas inferiores e de pôr ao seu serviço toda a Terra e todo o mar (cf Gn 1,28) [...]. Nisto todos os homens são iguais, e não há diferença alguma entre ricos e pobres, senhores e servos, monarcas e súbditos, «porque é o mesmo o Senhor de todos» (Rom 10,12)

A ninguém é lícito violar impunemente a dignidade do homem, do qual Deus mesmo dispõe com grande reverência, nem pôr-lhe impedimentos a que ele siga o caminho daquele aperfeiçoamento que é ordenado à obtenção da vida eterna e celestial. [...]

Daqui vem, como consequência, a necessidade do repouso festivo. Isto, porém, não quer dizer que se deva permanecer num ócio estéril e muito menos significa uma inação total, como muitos desejam, e que é a fonte de vícios e ocasião de dissipação; trata-se de um repouso consagrado à religião. [...] Eis a principal natureza e o fim do repouso festivo que Deus, com lei especial, prescreveu ao homem no Antigo Testamento, dizendo-lhe: «Recorda-te de santificar o sábado» (Ex 20,8); e que ensinou com o seu exemplo quando, no sétimo dia, depois de ter criado o homem, repousou: «Repousou no sétimo dia de todas as obras que tinha feito» (Gn 2,2).

Leão XIII (1810-1903) papa Encíclica «Rerum novarum», 23, 24

Santo do Dia