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Liturgia diária

Quarta-feira da 2ª semana do Advento

Quarta-Feira, 9 De Dezembro Cor litúrgica: Roxo

40,25-31.

25 «A quem Me comparareis que seja semelhante a Mim?», diz o Deus Santo.
26 «Erguei os olhos para o alto e olhai. Quem criou estas estrelas? Aquele que as conta e as faz marchar como um exército e as chama a todas pelos seus nomes. Tal é a sua força e tão grande é o seu poder, que nenhuma falta à chamada.
27 Jacob, porque dizes; Israel, porque afirmas: "O meu destino está oculto ao Senhor e a minha causa passa despercebida ao meu Deus"? Não o sabes, não o ouviste dizer?
28 O Senhor é um Deus eterno, Criador da Terra até aos seus confins. Ele não Se cansa nem Se fatiga e a sua inteligência é insondável.
29 Dá força ao que anda exausto e vigor ao que anda enfraquecido.
30 Os jovens cansam-se e fatigam-se e os adultos tropeçam e vacilam.
31 Mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças, formam asas como as águias. Correm sem se fatigarem, caminham sem se cansarem».

103(102),1-2.3-4.8.10.

R/ Ó minha alma, louva o Senhor.

1 Bendiz, ó minha alma, o Senhor
e todo o meu ser bendiga o seu nome santo.
2 Bendiz, ó minha alma, o Senhor
e não esqueças nenhum dos seus benefícios.

3 Ele perdoa todos os teus pecados
e cura as tuas enfermidades.
4 Salva da morte a tua vida
e coroa-te de graça e misericórdia.

8 O Senhor é clemente e compassivo,
paciente e cheio de bondade.
10 Não nos tratou segundo os nossos pecados,
nem nos castigou segundo as nossas culpas.

11,28-30.

28 Naquele tempo, Jesus exclamou: «Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei.
29 Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas.
30 Porque o meu jugo é suave e a minha carga é leve».

Comentário ao Evangelho

«Vinde a Mim, [...] que sou manso e humilde de coração»

A terceira vinda de Cristo pertence ainda ao futuro, e terá lugar, quer no juízo, quer na hora da morte [...].

O juízo de Cristo será justo porque Ele, sendo o Filho do homem, também é a sabedoria do Pai, à qual compete julgar. Com efeito, para Ele, todos os corações são transparentes e manifestos, no Céu, na Terra e no inferno [...]. Aquando desse juízo, Cristo, nosso esposo e juiz, recompensará e castigará em conformidade com a justiça, dando a cada um segundo os seus méritos: a cada homem bom, e por cada boa obra produzida em Deus, concederá a recompensa sem limites que é Ele próprio, e que criatura alguma pode merecer. De facto, como Ele colabora em todas as obras da criatura, é graças à força divina dele próprio que a criatura merece Cristo como recompensa, e isso será feito com toda a equidade [...].

Na sua primeira vinda, na qual Deus Se fez homem, Cristo viveu humildemente e morreu pelo amor que nos tem. Devemos segui-lo, tanto na nossa vida exterior, praticando a perfeição das virtudes, como interiormente, com caridade e verdadeira humildade. Na sua segunda vinda, que é a presente, na qual Deus surge inundando de graça os corações que ama, devemos desejá-lo e orar-Lhe em cada dia, para nos mantermos erguidos e retos, e crescermos em novas virtudes. Na sua terceira vinda, que será a do juízo ou a da hora da nossa morte, devemos esperá-lo e desejá-lo com confiança e respeito, para sermos libertados do exílio presente e penetrarmos, por fim, na morada da glória.

Beato Jan van Ruysbroeck (1293-1381) cónego regular «Esponsórios Espirituais», 1

Santo do Dia