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Liturgia diária

Sábado da 1ª semana do Advento

Sábado, 5 De Dezembro Cor litúrgica: Roxo

30,19-21.23-26.

19 Eis o que diz o Senhor Deus, o Santo de Israel: «Povo de Sião, que habitas em Jerusalém, tu não voltarás a chorar. À voz da tua súplica, o Senhor terá compaixão de ti; logo que ouvir os teus clamores, Ele te responderá.
20 O Senhor poderá dar-te a comer o pão da angústia e a beber a água da tribulação; mas Aquele que te ensina não Se esconderá mais e os teus olhos verão Aquele que te ensina.
21 Se te desvias para a direita ou para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão dizer atrás de ti: "É este o caminho; segui por ele".
23 O Senhor te dará a chuva para a semente que tiveres lançado à terra e o pão que a terra produzir será farto e nutritivo. Nesse dia, os teus rebanhos pastarão em extensos prados;
24 os bois e os jumentos que lavram a terra comerão forragem com sal, limpa com a pá e a joeira.
25 Em todo o alto monte e em toda a colina elevada, haverá regatos e águas correntes, no dia da grande mortandade, quando as torres se desmoronarem.
26 Então a claridade da Lua será como a luz do Sol e a luz do Sol ficará sete vezes mais forte; nesse dia, o Senhor tratará as chagas do seu povo e curará as feridas dos seus golpes».

147(146),1-2.3-4.5-6.

R/ Felizes os que esperam no Senhor.

1 Louvai o Senhor, porque é bom cantar,
é agradável e justo celebrar o seu louvor.
2 O Senhor edificou Jerusalém,
congregou os dispersos de Israel.

3 Sarou os corações dilacerados
e ligou as suas feridas.
4 Fixou o número das estrelas
e deu a cada uma o seu nome.

5 Grande é o nosso Deus e todo-poderoso,
é sem limites a sua sabedoria.
6 O Senhor conforta os humildes
e abate os ímpios até ao chão.

9,35-38.10,1.6-8.

35 Naquele tempo, Jesus percorria todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todas as doenças e enfermidades.
36 Ao ver as multidões, encheu-Se de compaixão, porque andavam fatigadas e abatidas, como ovelhas sem pastor. Jesus disse então aos seus discípulos:
37 «A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos.
38 Pedi ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara».
1 Depois chamou a Si os seus doze discípulos e deu-lhes poder de expulsar os espíritos impuros e de curar todas as doenças e enfermidades.
6 Jesus deu-lhes também as seguintes instruções: «Ide às ovelhas perdidas da casa de Israel.
7 Pelo caminho, proclamai que está perto o Reino dos Céus.
8 Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, sarai os leprosos, expulsai os demónios. Recebestes de graça, dai de graça.

Comentário ao Evangelho

«Pelo caminho, proclamai que está perto o Reino dos Céus»

A Igreja, à qual todos somos chamados e na qual, por graça de Deus, alcançamos a santidade, só na glória celeste alcançará a sua realização acabada, quando vier o tempo da restauração de todas as coisas (cf At 3,21) e quando, juntamente com o género humano, também o Universo inteiro, que ao homem está intimamente ligado e por ele atinge o seu fim, for perfeitamente restaurado em Cristo. […]

A prometida restauração que esperamos já começou, pois, em Cristo, progride com a missão do Espírito Santo e, por Ele, continua na Igreja; nesta, a fé ensina-nos o sentido da nossa vida temporal, enquanto, na esperança dos bens futuros, levamos a cabo a missão que o Pai nos confiou no mundo e trabalhamos na nossa salvação (cf Fil 2,12).

Já chegou, pois, a nós, a plenitude dos tempos (cf 1Cor 10,11), a restauração do mundo foi já realizada irrevogavelmente e, de certo modo, encontra-se já antecipada neste mundo; com efeito, ainda aqui na Terra, a Igreja está aureolada de verdadeira, embora imperfeita, santidade. Enquanto não se estabelecem os novos Céus e a nova Terra em que habita a justiça (cf 2Ped 3,13), a Igreja peregrina nos seus sacramentos e nas suas instituições, que pertencem à presente ordem temporal, leva a imagem passageira deste mundo e vive no meio das criaturas, que gemem e sofrem as dores de parto, esperando a manifestação dos filhos de Deus (cf Rom 8,19-22).

Concílio Vaticano II Constituição sobre a Igreja «Lumen Gentium», § 48

Santo do Dia