Saltar para o conteúdo principal

Liturgia diária

Quinta-feira da 31ª semana do Tempo Comum

Quinta-Feira, 5 De Novembro Cor litúrgica: Verde

3,3-8a.

3 Irmãos: Os verdadeiros circuncidados somos nós, que prestamos culto a Deus segundo o seu Espírito e nos gloriamos em Jesus Cristo, sem confiarmos na carne.
4 É verdade que eu também poderia confiar na carne. Se alguém julga poder gloriar-se na carne, poderia eu com maior razão:
5 fui circuncidado aos oito dias, sou da raça de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu, filho de hebreus. Quanto à Lei judaica, era fariseu;
6 quanto ao zelo, era perseguidor da Igreja; quanto à justiça segundo a Lei, vivia irrepreensivelmente.
7 Mas tudo isso, que era para mim lucro, considerei-o como perda por causa de Cristo.
8 Mais ainda: considero todas as coisas como prejuízo, comparando-as com o bem supremo, que é o conhecimento de Jesus Cristo, meu Senhor. Por Ele, renunciei a todas as coisas e considerei tudo como lixo, para ganhar Cristo.

105(104),2-3.4-5.6-7.

R/ Exulte o coração dos que procuram o Senhor.

2 Cantai salmos e hinos ao Senhor,
proclamai todas as suas maravilhas.
3 Gloriai-vos no seu santo nome,
exulte o coração dos que procuram o Senhor.

4 Considerai o Senhor e o seu poder,
procurai sempre a sua face.
5 Recordai as maravilhas que Ele operou
e os seus prodígios e os oráculos da sua boca.

6 Descendentes de Abraão, seu servo,
filhos de Jacob, seu eleito,
7 o Senhor é o nosso Deus
e as suas sentenças são lei em toda a terra.

15,1-10.

1 Naquele tempo, os publicanos e os pecadores aproximavam-se todos de Jesus para O ouvirem.
2 Mas os fariseus e os escribas murmuravam entre si, dizendo: «Este homem acolhe os pecadores e come com eles».
3 Jesus disse-lhes então a seguinte parábola:
4 «Quem de vós, que possua cem ovelhas e tenha perdido uma delas, não deixa as outras noventa e nove no deserto para ir à procura da que anda perdida, até a encontrar?
5 Quando a encontra, põe-na alegremente aos ombros
6 e, ao chegar a casa, chama os amigos e vizinhos e diz-lhes: "Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida".
7 Eu vos digo: assim haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se arrependa do que por noventa e nove justos que não precisam de arrependimento.
8 Ou então, qual é a mulher que, possuindo dez dracmas e tendo perdido uma, não acende uma lâmpada, varre a casa e procura cuidadosamente a moeda, até a encontrar?
9 Quando a encontra, chama as amigas e vizinhas e diz-lhes: "Alegrai-vos comigo, porque encontrei a dracma perdida".
10 Eu vos digo: assim haverá alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se arrependa».

Comentário ao Evangelho

Que felicidade, saber que a misericórdia de Deus é infinita!

O comportamento de Jesus Cristo durante a sua vida mortal mostra-nos a grandeza da sua misericórdia pelos pecadores. Pois todos eles vão ter com Ele, e Jesus, longe de os censurar ou, pelo menos, Se afastar deles, pelo contrário, faz todo o possível por Se encontrar no meio deles, a fim de os atrair a seu Pai. Procura-os através dos remorsos de consciência, atrai-os pela sua graça e conquista-os com as suas maneiras ternas. E trata-os com uma bondade tal que toma a sua defesa contra os escribas e os fariseus que queriam acusá-los, e que parecem não suportar vê-los perto de Jesus.

Mas Ele vai ainda mais longe, justificando o comportamento que tem para com eles com uma parábola que retrata maravilhosamente o seu amor pelos pecadores: «Quem de vós, que possua cem ovelhas e tenha perdido uma delas, não deixa as outras noventa e nove no deserto...». E acrescenta a esta parábola a da mulher que, tendo dez dracmas e tendo perdido uma delas, acende a lâmpada para procurá-la por todos os cantos da casa, e, tendo-a encontrado, convida as amigas para se alegrarem com ela. [...] Jesus aplica a Si próprio estas imagens vivas da grandeza da sua misericórdia para com os pecadores.

Ah, que felicidade para nós saber que a misericórdia de Deus é infinita! Que desejo violento não havemos de sentir nascer em nós de nos lançarmos aos pés de um Deus que nos receberá com tanta alegria! Não, se nos condenarmos, não temos desculpa, dado que o próprio Jesus Cristo nos mostra que a sua misericórdia foi sempre suficiente para nos perdoar, qualquer que seja a nossa culpa. [...] Ó meu Deus, como pode alguém consentir em se condenar, quando é tão fácil salvar-se e Jesus Cristo tem um tão grande desejo da nossa salvação?

São João-Maria Vianney (1786-1859) presbítero, Cura de Ars «O reconhecimento a Deus»

Santo do Dia