Liturgia diária
Terça-feira da 31ª semana do Tempo Comum
2,5-11.
5 Irmãos: Tende em vós os mesmos sentimentos que havia em Cristo Jesus.
6 Ele, que era de condição divina, não Se valeu da sua igualdade com Deus,
7 mas aniquilou-Se a Si próprio. Assumindo a condição de servo, tornou-Se semelhante aos homens. Aparecendo como homem,
8 humilhou-Se ainda mais, obedecendo até à morte, e morte de cruz.
9 Por isso, Deus O exaltou e Lhe deu um nome que está acima de todos os nomes,
10 para que ao nome de Jesus todos se ajoelhem, no Céu, na Terra e nos abismos,
11 e toda a língua proclame que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.
22(21),26b-27.28-30a.31-32.
R/ Eu Vos louvo, Senhor, na assembleia dos justos.
26 Cumprirei a minha promessa
na presença dos vossos fiéis.
27 Os pobres hão de comer e serão saciados,
louvarão o Senhor os que O procuram:
vivam os seus corações para sempre.
28 Hão de lembrar-se do Senhor e converter-se a Ele
todos os confins da Terra;
e diante dele virão prostrar-se
todas as famílias das nações.
29 Ao Senhor pertence a realeza,
é Ele quem governa os povos.
30 Só ao Senhor hão de adorar
todos os grandes do mundo.
31 Para Ele viverá a minha alma
e há de servi-lo a minha descendência.
Falar-se-á do Senhor às gerações futuras
32 e a sua justiça será revelada ao povo que há de vir:
«Eis o que fez o Senhor».
14,15-24.
15 Naquele tempo, disse a Jesus um dos que estavam com Ele à mesa: «Feliz de quem tomar parte no banquete do Reino de Deus».
16 Respondeu-lhe Jesus: «Certo homem preparou um grande banquete e convidou muita gente.
17 À hora do festim, enviou um servo para dizer aos convidados: "Vinde, que está tudo pronto".
18 Mas todos eles se foram desculpando. O primeiro disse: "Comprei um campo e preciso de ir vê-lo. Peço-te que me dispenses".
19 Outro disse: "Comprei cinco juntas de bois e vou experimentá-las. Peço-te que me dispenses".
20 E outro disse: "Casei-me e por isso não posso ir".
21 Ao voltar, o servo contou tudo isso ao seu senhor. Então, o dono da casa indignou-se e disse ao servo: "Vai depressa pelas praças e ruas da cidade e traz para aqui os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos".
22 No fim, o servo disse: "Senhor, as tuas ordens foram cumpridas, mas ainda há lugar".
23 O dono da casa disse então ao servo: "Vai pelos caminhos e azinhagas e obriga toda a gente a entrar, para que a minha casa fique cheia.
24 Porque eu vos digo que nenhum daqueles que foram convidados provará do meu banquete"».
Comentário ao Evangelho
«Feliz de quem tomar parte no banquete do Reino de Deus»
«Certo homem preparou um grande banquete e convidou muita gente». Neste grande banquete, comeremos finos manjares, ou seja, os frutos que os filhos de Israel trouxeram da terra prometida: uvas, figos e romãs. As uvas, de onde se extrai o vinho, simbolizam a alegria dos santos com a visão do Verbo encarnado. Os figos, que são o mais doce de todos os frutos, a doçura que os santos experimentarão na contemplação da Trindade. E as romãs, a unidade da Igreja triunfante e a diversidade das recompensas. [...]
O Senhor chama-nos ao banquete da glória celeste. [...] O Senhor, cuja misericórdia é sem número, não chama apenas por Si mesmo, mas também através da ordem dos pregadores, sobre os quais o Evangelho diz: «À hora do festim, enviou um servo para dizer aos convidados: "Vinde, que está tudo pronto"». A hora do festim é o fim do mundo. Quando chegar este fim, o servo, que é a ordem dos pregadores, será enviado aos convidados, para que eles se preparem para saborear o banquete, pois está tudo preparado. Na verdade, depois de Cristo ter sido imolado, a entrada no Reino é a sua Paixão.
A propósito desta, a Igreja ou o homem justo, que entrou na ceia da penitência e vai entrar no festim da glória, declara [...]: «O Senhor é o meu protetor; Ele me salvou porque me ama» (cf Sl 17, 19-20). Estendendo os seus braços na cruz, o Senhor tornou-Se meu protetor na sua Paixão; libertou-me com o envio do Espírito Santo; salvou-me dos ataques dos meus inimigos, porque quis que eu entrasse no festim da vida eterna.
Peçamos, pois, irmãos muito queridos, a Nosso Senhor Jesus Cristo que nos introduza na ceia da penitência e nos transfira desta para o festim da glória eterna, Ele que é bendito e glorioso pelos séculos dos séculos, ámen!
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