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Liturgia diária

Terça-feira da 28ª semana do Tempo Comum

Terça-Feira, 13 De Outubro Cor litúrgica: Verde

5,1-6.

1 Irmãos: Foi para a verdadeira liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permanecei firmes e não torneis a sujeitar-vos ao jugo da escravidão.
2 Sou eu, Paulo, que vos digo: se vos fizerdes circuncidar, Cristo de nada vos servirá.
3 De novo asseguro a todo o homem que se faz circuncidar: fica obrigado a cumprir toda a Lei de Moisés.
4 Vós, os que procurais a justificação por essa Lei, separastes-vos de Cristo e perdestes a graça de Deus.
5 Nós, porém, é pelo Espírito Santo, em virtude da fé, que esperamos alcançar a justificação.
6 Porque em Jesus Cristo, nem a circuncisão nem a incircuncisão tem qualquer valor, mas só a fé, que atua pela caridade.

119(118),41.43.44.45.47.48.

R/ Desça sobre mim, Senhor, a vossa bondade.

41 Desça sobre mim a vossa bondade,
salvai-me segundo a vossa promessa.
43 Não me tireis da boca a palavra da verdade,
porque eu espero nos vossos juízos.

44 Quero cumprir fielmente a vossa lei,
agora e para sempre.
45 Andarei seguro no meu caminho,
porque busquei os vossos preceitos.

47 Ponho as minhas delícias nos vossos mandamentos,
porque muito os amo.
48 Estendo as mãos para os vossos mandamentos
e medito nos vossos decretos.

11,37-41.

37 Naquele tempo, depois de Jesus ter falado, um fariseu convidou-O para comer em sua casa. Jesus entrou e tomou lugar à mesa.
38 O fariseu admirou-se, ao ver que Ele não tinha feito as abluções antes de comer.
39 Disse-lhe o Senhor: «Vós, os fariseus, limpais o exterior do copo e do prato, mas o vosso interior está cheio de rapina e perversidade.
40 Insensatos! Quem fez o interior não fez também o exterior?
41 Dai antes de esmola o que está dentro e tudo para vós ficará limpo».

Comentário ao Evangelho

«Dai antes de esmola o que está dentro e tudo para vós ficará limpo»

Deus encontra-Se no coração desapegado, no silêncio da oração, no sofrimento como sacrifício voluntário, no esvaziamento do mundo e das suas criaturas. Deus está na cruz; enquanto não amarmos a cruz, não O veremos, não O sentiremos. Calai-vos, homens, que não parais de fazer barulho!

Ah, Senhor, que feliz me sinto no meu retiro, como Te amo na minha solidão, quereria oferecer-Te aquilo que já não tenho, pois já Te dei tudo! Pede-me Senhor. Mas que posso eu dar-Te? O meu corpo, já o possuis, é teu; a minha alma, Senhor, por quem suspira ela, se não por Ti, para que Tu no fim venhas tomar posse dela? O meu coração está aos pés de Maria, chorando de amor e sem mais nada querer a não ser a Ti. A minha vontade: por acaso desejo eu, Senhor, alguma coisa que Tu não desejes? Diz-me, diz-me, Senhor, qual é a tua vontade e colocarei a minha em uníssono com a tua. Amo tudo o que Tu me envias e me dás, seja a saúde ou a doença, seja estar aqui ou ali, ser uma coisa ou outra; toma a minha vida, Senhor, quando quiseres. Como é possível não ser feliz assim?

Se o mundo e os homens soubessem! Mas não saberão: estão demasiado ocupados com os seus interesses, têm o coração demasiado cheio de coisas que não são Deus. O mundo vive com finalidades terrenas; os homens sonham com esta vida, em que tudo é vaidade, e não conseguem encontrar a verdadeira felicidade, que é o amor de Deus. Talvez consigam chegar a compreender essa felicidade, mas [...] são muito poucos os que renunciam a si próprios e tomam a cruz de Jesus (cf Mt 16,24), mesmo entre os religiosos. Senhor, as coisas que Tu permites! A tua sabedoria sabe o que faz. Mas segura-me com a tua mão e não permitas que os meus pés escorreguem, pois, sem Ti, quem virá em meu socorro? E «se o Senhor não edificar a casa» (Sl 127,1)… Ah Senhor, como Te amo! Até quando, Senhor?

São Rafael Arnaiz Barón (1911-1938) monge trapista espanhol Escritos espirituais, 04/03/1938

Santo do Dia