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Liturgia diária

Quarta-feira da 27ª semana do Tempo Comum

Quarta-Feira, 7 De Outubro Cor litúrgica: Verde

2,1-2.7-14.

1 Irmãos: Passados catorze anos, subi novamente a Jerusalém com Barnabé e fiz-me acompanhar também de Tito.
2 Eu subi para lá, de acordo com uma revelação, e expus o Evangelho que prego entre os gentios, numa reunião particular com os principais dirigentes, para me assegurar de não correr ou não ter corrido em vão.
7 Viram então que me estava confiada a evangelização dos que não eram judeus, como a Pedro a dos que eram judeus.
8 – De facto, Aquele que exercera em Pedro a sua ação em ordem ao apostolado entre os judeus, tinha-a exercido em mim em ordem aos gentios –.
9 Por isso, Tiago, Pedro e João, que eram considerados como as colunas, ao reconhecerem a graça que me fora concedida, estenderam-nos as mãos, a mim e a Barnabé, em sinal de acordo: nós seríamos para os gentios e eles para os judeus.
10 Só nos pediram que nos lembrássemos dos seus pobres, o que eu procurei pôr em prática com grande diligência.
11 Mas quando Pedro veio a Antioquia, opus-me a ele abertamente, porque era digno de censura.
12 De facto, antes de terem vindo alguns homens da parte de Tiago, ele comia com os gentios. Mas, depois de eles chegarem, retirava-se e mantinha-se à parte, com receio dos partidários da circuncisão.
13 Com ele, começaram a dissimular também os outros judeus, de tal modo que até Barnabé se deixou arrastar pela sua dissimulação.
14 Quando eu vi que eles não procediam corretamente segundo a verdade do Evangelho, disse a Pedro diante de todos: «Se tu, que és judeu, vives à maneira dos gentios e não dos judeus, como podes obrigar os gentios a proceder como os judeus?».

117(116),1.2.

R/ Ide por todo o mundo e anunciai o Evangelho.

1 Louvai o Senhor, todas as nações,
aclamai-O, todos os povos.

2 É firme a sua misericórdia para connosco,
a fidelidade do Senhor permanece para sempre.

11,1-4.

1 Naquele tempo, estava Jesus em oração em certo lugar. Ao terminar, disse-Lhe um dos discípulos: «Senhor, ensina-nos a orar, como João Batista ensinou também os seus discípulos».
2 Disse-lhes Jesus: «Quando orardes, dizei: "Pai, santificado seja o vosso nome; venha o vosso Reino;
3 dai-nos em cada dia o pão da nossa subsistência; perdoai-nos os nossos pecados,
4 porque também nós perdoamos a todo aquele que nos ofende; e não nos deixeis cair em tentação"».

Comentário ao Evangelho

O Espírito de Deus reza em ti

Para poderes rezar, precisas de Deus, pois é Ele que concede a oração àquele que reza. Invoca-O dizendo: Santificado seja o vosso nome; venha o vosso Reino, ou seja, o Espírito Santo e o teu Filho único, pois foi isto que Ele nos ensinou quando nos mandou adorar o Pai em espírito e em verdade (cf Jo 4,24).

Quem reza em espírito e em verdade já não glorifica o Criador a partir das criaturas, mas louva a Deus a partir do próprio Deus. [...] O Espírito Santo, compadecido da nossa fraqueza, visita-nos mesmo que ainda não estejamos purificados; desde que encontre a nossa inteligência a rezar com sinceridade, acede a ela e dissipa por completo a falange dos raciocínios e dos pensamentos que a assaltam, abrindo a porta ao amor pela oração espiritual. [...]

Como sabes, os santos anjos levam-nos a rezar e colocam-se ao nosso lado quando oramos, jubilosos e rezando por nós. Por isso, quando somos negligentes e acolhemos pensamentos estranhos, irritamo-los profundamente, uma vez que, estando eles a lutar por nós, nós próprios nem sequer suplicamos a Deus que nos ajude; desprezando os serviços dos anjos, abandonamos a Deus, seu Senhor.

Reza como deves e sem perturbação; salmodia com atenção e harmonia, e serás como uma águia planando nas alturas.

Evágrio do Ponto (345-399) monge do deserto do Egito Capítulos sobre a oração nos. 59, 60, 63, 81 e 82, erradamente atribuídos a Nil, o Asceta

Santo do Dia