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Liturgia diária

Terça-feira da 22ª semana do Tempo Comum

Terça-Feira, 1 De Setembro Cor litúrgica: Verde

2,10b-16.

10 Irmãos: O Espírito Santo conhece todas as coisas, até o que há de mais profundo em Deus.
11 Na verdade, quem sabe o que há no homem senão o espírito humano que nele se encontra? Assim também, ninguém conhece o que há em Deus, senão o Espírito de Deus.
12 Nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que vem de Deus, para conhecermos os dons da graça de Deus.
13 Para falarmos desses dons, não usamos a linguagem ensinada pela sabedoria humana, mas a linguagem que o Espírito de Deus nos ensina, exprimindo em termos espirituais as realidades espirituais.
14 O homem natural não aceita as coisas que vêm do Espírito de Deus pois são loucura para ele. Não pode entendê-las, porque só podem ser julgadas com critério espiritual.
15 Mas o homem espiritual julga todas as coisas, enquanto ele próprio não é julgado por ninguém.
16 Na verdade, quem conheceu o pensamento do Senhor, para que O possa instruir? Nós, porém, temos o pensamento de Cristo.

145(144),8-9.10-11.12-13ab.13cd-14.

R/ O Senhor é justo em todos os seus caminhos.

8 O Senhor é clemente e compassivo,
paciente e cheio de bondade.
9 O Senhor é bom para com todos,
e a sua misericórdia se estende a todas as criaturas.

10 Graças Vos deem, Senhor, todas as criaturas
e bendigam-Vos os vossos fiéis.
11 Proclamem a glória do vosso Reino
e anunciem os vossos feitos gloriosos.

12 Para darem a conhecer aos homens o vosso poder,
a glória e o esplendor do vosso Reino.
13 O vosso Reino é um Reino eterno,
13 o vosso domínio estende-se por todas as gerações.

13 O Senhor é fiel à sua palavra
13 e perfeito em todas as suas obras.
14 O Senhor ampara os que vacilam
e levanta todos os oprimidos.

4,31-37.

31 Naquele tempo, Jesus desceu a Cafarnaum, cidade da Galileia, e ali ensinava aos sábados.
32 Todos se maravilhavam com a sua doutrina, porque falava com autoridade.
33 Encontrava-se então na sinagoga um homem que tinha um espírito de demónio impuro, que bradou com voz forte:
34 «Ah! Que tens que ver connosco, Jesus de Nazaré? Vieste para nos destruir? Eu sei quem Tu és: o Santo de Deus».
35 Disse-lhe Jesus em tom severo: «Cala-te e sai desse homem». O demónio, depois de o ter arremessado para o meio dos presentes, saiu dele sem lhe fazer mal nenhum.
36 Todos se encheram de assombro e diziam entre si: «Que palavra esta! Ordena com autoridade e poder aos espíritos impuros e eles saem!».
37 E a fama de Jesus espalhava-se por todos os lugares da região.

Comentário ao Evangelho

«A vossa palavra omnipotente» (Sb 18,15)

Deus é espírito (Jo 5,24). Aquele que é espírito gerou, pois, espiritualmente [...], por uma geração simples e incompreensível. O próprio Filho diz do Pai: «O Senhor disse-Me: "Tu és meu Filho, hoje mesmo Te gerei"» (Sl 2,7). Este hoje não é recente, mas eterno; este hoje não é deste tempo, mas de todos os séculos. «Desde o dia do teu nascimento, receberás o principado no esplendor sagrado, desde o seio materno, desde a aurora da tua infância» (Sl 109,3). Crê, pois, em Jesus Cristo, Filho do Deus vivo, mas Filho único, como afirma o Evangelho: «Porque Deus amou de tal modo o mundo que lhe deu o seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna» (Jo 3,16). [...] São João afirma a este propósito: «E nós vimos a sua glória, glória que Lhe vem do Pai, como Filho único cheio de graça e de verdade» (Jo 1,14).

Os próprios demónios, tremendo à sua frente, gritavam: «Ah! Que tens que ver connosco, Jesus de Nazaré? Sei quem Tu és: o Santo de Deus». Ele é, portanto, Filho de Deus por natureza e não por adoção, pois nasceu do Pai. [...] O Pai, Deus verdadeiro, gerou o Filho à sua semelhança, Deus verdadeiro. [...] O Pai gerou o Filho de forma diferente de como nos homens o espírito gera a palavra; pois o espírito subsiste em nós, enquanto a palavra, uma vez pronunciada, se desvanece. Ora, nós sabemos que Cristo foi gerado «pela palavra de Deus vivo e eterno» (1Pe 1,23), nascida do Pai eternamente, de modo inexprimível, da mesma natureza que Ele: «No princípio existia o Verbo e o Verbo era Deus» (Jo 1,1). Palavra que contém a vontade do Pai e cria todas as coisas por sua ordem; Palavra que desce e que volta (cf Is 55,11); [...] Palavra cheia de autoridade e que tudo rege, porque Jesus sabia que o Pai depositara todas as coisas nas suas mãos (cf Jo 13,3).

São Cirilo de Jerusalém (313-350) bispo de Jerusalém, doutor da Igreja Catequeses baptismais, n.° 11, 5-10

Santo do Dia