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Liturgia diária

Quinta-feira da 17ª semana do Tempo Comum

Quinta-Feira, 30 De Julho Cor litúrgica: Verde

18,1-6.

1 Palavra que o Senhor dirigiu ao profeta Jeremias:
2 «Levanta-te e desce à casa do oleiro; ali te farei ouvir as minhas palavras».
3 Eu desci à casa do oleiro e encontrei-o a trabalhar na roda.
4 Quando o vaso que ele estava a moldar não saía bem, como acontece com o barro nas mãos do oleiro, ele começava de novo e fazia outro vaso, como lhe parecia melhor.
5 Então o Senhor dirigiu-me a palavra, dizendo:
6 «Não poderei Eu tratar-vos como este oleiro, ó casa de Israel?», diz o Senhor. «Como o barro nas mãos do oleiro, assim estais vós na minha mão, ó casa de Israel».

146(145),2abc.2d-4.5-6.

R/ Feliz o que tem por auxílio o Deus de Jacob.

2 Louva, minha alma, o Senhor.
2 Louvarei o Senhor toda a minha vida,
2 cantarei hinos ao meu Deus.
2 enquanto viver.

3 Não ponhais a confiança nos poderosos,
no homem que nem a si se pode salvar.
4 Vai-se-lhe o espírito e volta ao pó da terra
e assim ficam desfeitos os seus planos.

5 Feliz o que tem por auxílio o Deus de Jacob,
o que põe a sua confiança no Senhor, seu Deus,
6 que fez o céu e a terra, o mar e quanto neles existe.
Eternamente fiel à sua palavra,

13,47-53.

47 Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «O Reino dos Céus é semelhante a uma rede que, lançada ao mar, apanha toda a espécie de peixes.
48 Logo que se enche, puxam-na para a praia e, sentando-se, escolhem os bons para os cestos, e o que não presta deitam-no fora.
49 Assim será no fim do mundo: os anjos sairão a separar os maus do meio dos justos
50 e a lançá-los na fornalha ardente. Aí haverá choro e ranger de dentes.
51 Entendestes tudo isto?». Eles responderam-Lhe: «Entendemos».
52 Disse-lhes então Jesus: «Por isso, todo o escriba instruído sobre o Reino dos Céus é semelhante a um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas».
53 Quando acabou de proferir estas parábolas, Jesus continuou o seu caminho.

Comentário ao Evangelho

«Puxam-na para a praia e, sentando-se, escolhem os bons»

«Ele governará a Terra com justiça, e os povos com fidelidade» (Sl 95,13). Que justiça e que fidelidade são estas? Ele juntará os eleitos em seu redor (Mc 13,27) e afastará os outros, colocando aqueles à sua direita e estes à sua esquerda (Mt 25,33). Haverá coisa mais justa, mais fiel do que esta? Aqueles que não tiverem querido exercer misericórdia antes da chegada do juiz, não poderão esperar dele misericórdia. Aqueles que tiverem querido exercer misericórdia, serão julgados com misericórdia (Lc 6,37). Porque Ele dirá àqueles que tiver colocado à sua direita: «Vinde, benditos de meu Pai, recebei em herança o Reino que vos está preparado desde a criação do mundo»; e atribui-lhes-á obras de misericórdia: «Tive fome e destes-Me de comer; tive sede e destes-Me de beber», e por aí fora (Mt 25,31s.).

Porque tu és injusto, não há de o Juiz ser justo? Porque te acontece mentir, não há de a Verdade ser verídica? Se queres encontrar um Juiz misericordioso, sê misericordioso antes de Ele chegar. Perdoa a quem te tiver ofendido; dá dos teus bens, se possuis em abundância. […] Dá do que dele recebeste: «Que tens tu, que não hajas recebido?» (1Cor 4,7). Eis os sacrifícios que são agradáveis a Deus: a misericórdia, a humildade, o reconhecimento, a paz, a caridade. Se isso levarmos, esperaremos com segurança o advento do Juiz, desse Juiz que «governará a Terra com justiça, e os povos com fidelidade».

Santo Agostinho (354-430) bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja Discurso sobre os Salmos 95, 14-15

Santo do Dia