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Liturgia diária

Sexta-feira da 16ª semana do Tempo Comum

Sexta-Feira, 24 De Julho Cor litúrgica: Verde

3,14-17.

14 Assim fala o Senhor: «Voltai para Mim, filhos rebeldes, porque Eu sou o vosso Senhor. Eu vos tomarei, um de uma cidade e dois de uma família, para vos conduzir a Sião.
15 Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, que vos apascentarão com inteligência e sabedoria.
16 Nesses dias», diz o Senhor, «quando crescerdes e vos multiplicardes na terra, não mais se falará da arca da aliança do Senhor. Não tornará a ser recordada, ninguém mais pensará nela; nunca se dará pela sua falta, nem será construída outra nova.
17 Nesse tempo, chamarão a Jerusalém "Trono do Senhor"; em Jerusalém se reunirão todos os povos em nome do Senhor e não seguirão mais a dureza do seu coração perverso».

31,10.11-12ab.13.

R/ Como o pastor guarda o seu rebanho, assim nos guarda o Senhor.

10 Escutai, ó povos, a palavra do Senhor
e anunciai-a às ilhas distantes:
Aquele que dispersou Israel vai reuni-lo
e guardá-lo como um pastor ao seu rebanho.

11 O Senhor resgatou Jacob
e libertou-o das mãos do seu dominador.
12 Regressarão com brados de alegria ao monte Sião,
12 acorrendo às bênçãos do Senhor.

13 A virgem dançará alegremente,
exultarão os jovens e os velhos.
Converterei o seu luto em alegria
e a sua dor será mudada em consolação e júbilo.

13,18-23.

18 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Escutai o que significa a parábola do semeador:
19 Quando um homem ouve a palavra do Reino e não a compreende, vem o Maligno e arrebata o que foi semeado no seu coração. Este é o que recebeu a semente ao longo do caminho.
20 Aquele que recebeu a semente em sítios pedregosos é o que ouve a palavra e a acolhe de momento com alegria,
21 mas não tem raiz em si mesmo, porque é inconstante, e, ao chegar a tribulação ou a perseguição por causa da palavra, sucumbe logo.
22 Aquele que recebeu a semente entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo e a sedução da riqueza sufocam a palavra, que assim não dá fruto.
23 E aquele que recebeu a palavra em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende. Esse dá fruto e produz ora cem, ora sessenta, ora trinta por um».

Comentário ao Evangelho

Tornar sempre mais viva e generosa a alma da Europa

Para ser fiel a si própria, a Europa tem de saber reunir as forças vivas deste continente, respeitando o carácter original de cada região, mas reconhecendo nas suas raízes um espírito comum. Os países membros do vosso Conselho têm consciência de não serem toda a Europa; ao exprimir o voto ardente de que se intensifique a cooperação, aliás já esboçada, com as outras nações, particularmente do Centro e do Leste, tenho o sentimento de expressar o desejo de milhões de homens e mulheres que se sabem ligados por uma história comum e que almejam um destino de unidade e solidariedade à medida deste continente.

Ao longo dos séculos, a Europa teve uma participação considerável nas outras partes do mundo. Temos de reconhecer que nem sempre pôs o melhor de si própria no encontro com as outras civilizações, mas ninguém pode contestar que, felizmente, difundiu muitos dos valores que tinha longamente amadurecido. Os seus filhos tiveram uma participação essencial na difusão da mensagem cristã. Se a Europa deseja continuar a ter uma participação no mundo, deve, na unidade, fundar claramente a sua ação sobre o que há de mais humano e generoso na sua herança.

Ao vir hoje perante esta Assembleia parlamentar internacional, tenho consciência de estar a dirigir-me a representantes qualificados dos povos que, na fidelidade às suas fontes vivas, quiseram reunir-se para afirmarem a sua unidade e se abrirem às outras nações de todos os continentes, no respeito pela verdade do homem. Posso testemunhar a disponibilidade dos crentes para tomarem uma parte ativa nas tarefas das vossas Instituições. Desejo ao vosso Conselho que trabalhe com fruto, a fim de tornar sempre mais viva e generosa a alma da Europa.

São João Paulo II (1920-2005) papa Discurso ao Conselho da Europa de 08/05/1988

Santo do Dia