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Liturgia diária

Quinta-feira da 14ª semana do Tempo Comum

Quinta-Feira, 9 De Julho Cor litúrgica: Verde

11,1-4.8c-9.

1 Eis o que diz o Senhor: «Quando Israel era ainda criança, já Eu o amava; e, para o fazer sair do Egito, chamei o meu filho.
2 Mas quanto mais Eu os chamava, mais eles se afastavam de Mim. Ofereciam sacrifícios a Baal e queimavam incenso aos ídolos.
3 Contudo, Eu ensinava Efraim a andar e trazia-o nos braços; mas não compreenderam que era Eu quem cuidava deles.
4 Atraía-os com laços humanos, com vínculos de amor. Tratava-os como quem pega um menino ao colo, inclinava-Me para lhes dar de comer.
8 O meu coração agita-se dentro de Mim, estremece de compaixão.
9 Não cederei ao ardor da minha ira, nem voltarei a destruir Efraim. Porque Eu sou Deus e não homem, sou o Santo no meio de ti e não venho para destruir».

80(79),2ac.3b.15-16.

2 Pastor de Israel, escutai,
2 Vós que estais sentado sobre os querubins, aparecei.
3 Despertai o vosso poder
e vinde em nosso auxílio.

15 Deus dos exércitos, vinde de novo,
olhai dos Céus e vede, visitai esta vinha.
16 Protegei a cepa que a vossa mão direita plantou,
o rebento que fortalecestes para Vós.

10,7-15.

7 Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: «Ide e proclamai que está próximo o Reino dos Céus.
8 Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, sarai os leprosos, expulsai os demónios. Recebestes de graça, dai de graça.
9 Não adquirais ouro, prata ou cobre, para guardardes nas vossas bolsas;
10 nem alforge para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem cajado; porque o trabalhador merece o seu sustento.
11 Quando entrardes em alguma cidade ou aldeia, procurai saber de alguém que seja digno e ficai em sua casa até partirdes daquele lugar.
12 Ao entrardes na casa, saudai-a,
13 e se for digna, desça a vossa paz sobre ela; mas se não for digna, volte para vós a vossa paz».
14 Se alguém não vos receber nem ouvir as vossas palavras, saí dessa casa ou dessa cidade e sacudi o pó dos vossos pés.
15 Em verdade vos digo que haverá mais tolerância, no dia do Juízo, para a terra de Sodoma e Gomorra do que para aquela cidade».

Comentário ao Evangelho

«Proclamai que está próximo o Reino dos Céus»

A entrada na Ordem [de S. Francisco] de mais um homem de bem elevou para sete o número dos filhos do servo de Deus. Então, esse bom pai reuniu-os a todos e falou-lhes longamente do Reino de Deus, do desprezo do mundo, da renúncia à própria vontade e da mortificação dos sentidos, e anunciou-lhes o seu projeto de os enviar aos quatro cantos do mundo. […]

«Ide», disse com ternura aos seus filhos, «e anunciai a paz aos homens; proclamai a conversão, para que obtenham o perdão dos pecados (Mc 1,4). Sede pacientes nas tribulações, assíduos na oração, corajosos no trabalho; pregai os vossos sermões com simplicidade, sede irrepreensíveis na vossa conduta e agradecidos pelos benefícios recebidos. Se cumprirdes tudo isto, será vosso o Reino do Céu (Mt 5,3; Lc 6,20)!»

Então, humildemente de joelhos diante do servo de Deus, eles acolheram este envio na alegria espiritual que advém da santa obediência. Francisco disse a cada um: «Abandona ao Senhor todas as preocupações, e Ele te sustentará» (Sl 54,23). Era a sua frase habitual, sempre que enviava um irmão em missão. Quanto a ele, consciente da sua vocação de modelo e querendo igualmente pôr em prática não só os seus «ensinamentos» mas também as suas «obras» (At 1,1), levou consigo um dos seus companheiros e tomou com ele a direção de um dos quatro pontos cardeais.

São Boaventura (1221-1274) franciscano, doutor da Igreja Vida de S. Francisco, «Legenda Major», cap. 3

Santo do Dia