Liturgia diária
Quinta-feira depois da Epifania
1_Jn 4,19-21.5,1-4.
19 Caríssimos: Nós devemos amar, porque Deus nos amou primeiro.
20 Se alguém disser: «Amo a Deus» e odiar o seu irmão, é mentiroso. Quem não ama o seu irmão, que vê, não pode amar a Deus, que não vê.
21 É este o mandamento que recebemos dele: quem ama a Deus ame também o seu irmão.
1 Quem acredita que Jesus é o Messias nasceu de Deus e quem ama Aquele que gerou ama também o que dele nasceu.
2 Nós sabemos que amamos os filhos de Deus quando amamos a Deus, cumprindo os seus mandamentos,
3 porque o amor de Deus consiste em guardar os seus mandamentos. E os seus mandamentos não são pesados,
4 porque todo o que nasceu de Deus vence o mundo. E esta é a vitória que venceu o mundo: a nossa fé.
72(71),2.14.15bc.17.
R/ Virão adorar-Vos, Senhor, todos os povos da terra.
2 Deus, concedei ao rei o poder de julgar
e a vossa justiça ao filho do rei.
Ele governará o vosso povo com justiça
e os vossos pobres com equidade.
14 Ele os libertará da opressão e da violência
e o sangue deles será precioso a seus olhos;
15 por ele hão de rezar sempre
15 e todos os dias o bendirão.
17 O seu nome será eternamente bendito
e durará tanto como a luz do Sol;
nele serão abençoadas todas as nações,
todos os povos da Terra o hão de bendizer.
Lucas 4,14-22a.
14 Naquele tempo, Jesus voltou para a Galileia, com a força do Espírito, e a sua fama propagou-se por toda a região.
15 Ensinava nas sinagogas e era elogiado por todos.
16 Foi então a Nazaré, onde Se tinha criado. Segundo o seu costume, entrou na sinagoga a um sábado e levantou-Se para fazer a leitura.
17 Entregaram-Lhe o livro do profeta Isaías e, ao abrir o livro, encontrou a passagem em que estava escrito:
18 «O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu para anunciar a boa nova aos pobres. Ele me enviou a proclamar a redenção aos cativos e a vista aos cegos, a restituir a liberdade aos oprimidos
19 e a proclamar o ano da graça do Senhor».
20 Depois, enrolou o livro, entregou-o ao ajudante e sentou-Se. Estavam fixos em Jesus os olhos de toda a sinagoga.
21 Começou então a dizer-lhes: «Cumpriu-se hoje mesmo esta passagem da Escritura que acabais de ouvir».
22 Todos davam testemunho em seu favor e se admiravam da mensagem da graça que saía da sua boca.
Comentário ao Evangelho
«O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu»
O simbolismo da unção com óleo é também significativo do Espírito Santo, a ponto de se tomar o seu sinónimo (1Jo 2,20.27; 2Cor 1,21). Na iniciação cristã, ela é o sinal sacramental da confirmação, que nas Igrejas orientais se chama crismação.
Mas, para lhe apreendermos toda a força, temos de voltar à primeira unção realizada pelo Espírito Santo: a de Jesus. Cristo (Messias em hebraico) significa ungido pelo Espírito de Deus. Houve ungidos do Senhor na antiga Aliança (Ex 30,22-32), sobretudo o rei David (1Sam 16,13). Mas Jesus é o ungido de Deus de maneira única: a humanidade que o Filho assume é totalmente «ungida pelo Espírito Santo». Jesus é constituído Cristo pelo Espírito Santo (Lc 4,18-19; Is 61,1). A Virgem Maria concebe Cristo do Espírito Santo, que pelo anjo O anuncia como Cristo aquando do seu nascimento (Lc 2,11) e leva Simeão a ir ao Templo ver o Cristo do Senhor (Lc 2,26-27). É Ele que enche Cristo (Lc 4,1) e cujo poder emana de Cristo, nos seus atos de cura e salvação (Lc 6,19; 8,46). Finalmente, é Ele que ressuscita Jesus de entre os mortos (Rom 1,4; 8,11).
Então, plenamente constituído «Cristo» na sua humanidade vencedora da morte (At 2,36), Jesus difunde em profusão o Espírito Santo, até que «os santos» constituam, na sua união à humanidade do Filho de Deus, o «homem adulto à medida completa da plenitude de Cristo» (Ef 4,13), «o Cristo total», para empregar a expressão de Santo Agostinho (Sermão 341.1.1).
Santo do Dia
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