Saltar para o conteúdo principal

Liturgia diária

Segunda-feira da 2ª semana do Advento

Segunda-Feira, 9 De Dezembro Cor litúrgica: Roxo

Isaías 35,1-10.

1 Alegrem-se o deserto e o descampado, rejubile e floresça a terra árida,
2 cubra-se de flores como o narciso, exulte com brados de alegria. Ser-lhe-á dada a glória do Líbano, o esplendor do Carmelo e de Saron. Verão a glória do Senhor, o esplendor do nosso Deus.
3 Fortalecei as mãos fatigadas e robustecei os joelhos vacilantes.
4 Dizei aos corações perturbados: «Tende coragem, não temais: aí está o vosso Deus, que vem para fazer justiça e dar a recompensa. Ele próprio vem salvar-vos».
5 Abrir-se-ão os olhos dos cegos e os ouvidos dos surdos.
6 Então, o coxo saltará como um veado e a língua do mudo cantará de alegria. As águas brotarão no deserto e as torrentes na aridez da planície;
7 a terra seca transformar-se-á em lago e a terra sequiosa em nascentes de água. No covil dos chacais crescerão canas e juncos.
8 Aí haverá uma estrada, que se chamará «caminho sagrado»; nenhum homem impuro passará por ele e nele os insensatos não se perderão.
9 Nesse caminho não haverá leões, nem andarão por ali animais ferozes.
10 Por ele caminharão os resgatados e voltarão os que tiver libertado o Senhor. Hão de chegar a Sião com brados de alegria, com eterna felicidade a iluminar-lhes o rosto. Reinarão o prazer e o contentamento e acabarão a dor e os gemidos.

85(84),9ab-10.11-12.13-14.

R/ O Senhor, nosso Deus, vem salvar-nos.

9 Escutemos o que diz o Senhor:
9 Deus fala de paz ao seu povo e aos seus fiéis.
10 A sua salvação está perto dos que O temem,
e a sua glória habitará na nossa terra.

11 Encontraram-se a misericórdia e a fidelidade,
abraçaram-se a paz e a justiça.
12 A fidelidade vai germinar da terra,
e a justiça descerá do Céu.

13 O Senhor dará ainda o que é bom,
e a nossa terra produzirá os seus frutos.
14 A justiça caminhará à sua frente,
e a paz seguirá os seus passos.

Lucas 5,17-26.

17 Certo dia, enquanto Jesus ensinava, estavam entre a assistência fariseus e doutores da Lei, que tinham vindo de todas as povoações da Galileia, da Judeia e de Jerusalém; e Ele tinha o poder do Senhor para operar curas.
18 Apareceram então uns homens, trazendo num catre um paralítico; tentavam levá-lo para dentro e colocá-lo diante de Jesus.
19 Como não encontraram modo de o introduzir, por causa da multidão, subiram ao terraço e, através das telhas, desceram-no com o catre, deixando-o no meio da assistência, diante de Jesus.
20 Ao ver a fé daquela gente, Jesus disse: «Homem, os teus pecados estão perdoados».
21 Os escribas e fariseus começaram a pensar: «Quem é este que profere blasfémias? Não é só Deus que pode perdoar os pecados?»
22 Mas Jesus, que lia nos seus pensamentos, tomou a palavra e disse-lhes: «Que estais a pensar nos vossos corações?
23 Que é mais fácil dizer: "Os teus pecados estão perdoados" ou "Levanta-te e anda"?
24 Pois bem, para saberdes que o Filho do homem tem na terra o poder de perdoar os pecados, Eu te ordeno», disse Ele ao paralítico, «levanta-te, toma a tua enxerga e vai para casa».
25 Logo ele se levantou à vista de todos, tomou a enxerga em que estivera deitado e foi para casa, dando glória a Deus.
26 Ficaram todos muito admirados e davam glória a Deus; e, cheios de temor, diziam: «Hoje vimos maravilhas».

Comentário ao Evangelho

A luz que me leva pela mão

Nós conhecemos o amor que Tu nos deste, um amor sem limite, inexprimível, que nada pode conter; ele é luz, luz inacessível, luz que age em tudo. [...] Na verdade, o que não faz essa luz e o que não é? Ela é encanto e alegria, doçura e paz, misericórdia sem fim, abismo de compaixão. Quando a possuo, não dou por ela; só a vejo quando ela parte. Precipito-me para a agarrar e ela desaparece; não sei que fazer e esgoto as minhas forças. Aprendo a pedir e a procurar com lágrimas e com grande humildade; e a não considerar possível o que ultrapassa a natureza, nem como resultado do meu poder ou do esforço humano o que vem da compaixão de Deus e da sua infinita misericórdia. [...]

Essa luz leva-nos pela mão, fortifica-nos, ensina-nos, mostra-se, e foge quando temos necessidade dela. Não é quando nós a queremos — isso pertence aos perfeitos —, mas quando estamos em trabalhos e completamente exaustos que ela vem em nosso socorro. Aparece de longe e sinto-a no meu coração. Grito até ficar estrangulado de tanto querer agarrá-la, mas tudo é noite e as minhas pobres mãos estão vazias. Esqueço tudo, sento-me e choro, desesperando de tornar a vê-la. E quando, depois de muito chorar, consinto em parar, é então que, vindo misteriosamente, ela toma a minha cabeça e eu desfaço-me em lágrimas sem saber quem está a iluminar-me o espírito com uma luz tão doce.

Simeão o Novo Teólogo (c. 949-1022), monge grego Hino 18; SC 174

Santo do Dia