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Liturgia diária

Sexta-feira da 34ª semana do Tempo Comum

Sexta-Feira, 29 De Novembro Cor litúrgica: Verde

Daniel 7,2-14.

2 Contemplava eu as visões da noite, quando vi os quatro ventos do céu que agitavam o grande mar
3 e do mar subiam quatro animais monstruosos, cada um diferente dos outros.
4 O primeiro era semelhante a um leão com asas de águia. Eu estava a olhar, quando as asas lhe foram arrancadas; ele ergueu-se da terra e ficou de pé como um homem e foi-lhe dado um coração humano.
5 Depois apareceu um segundo animal semelhante ao urso, erguido sobre um lado, com três costelas na boca, entre os dentes. E disseram-lhe: «Levanta-te e come carne com abundância».
6 Eu estava a olhar, quando apareceu outro animal, semelhante ao leopardo, que tinha quatro asas de pássaro nas costas; tinha também quatro cabeças e foi-lhe dado um poder soberano.
7 A seguir, contemplava eu as visões da noite, quando apareceu um quarto animal, terrível, pavoroso e extremamente forte; tinha enormes dentes de ferro, com os quais comia, triturava e calcava aos pés o que sobrava. Era diferente de todos os animais que o tinham precedido e tinha dez chifres.
8 Enquanto eu observava esses chifres, surgiu no meio deles outro chifre mais pequeno e três dos primeiros foram arrancados para lhe dar lugar. Nesse chifre havia olhos semelhantes aos do homem e uma boca que dizia palavras arrogantes.
9 Estava eu a olhar, quando foram colocados tronos e um Ancião sentou-se. Tinha vestes brancas como a neve e os cabelos eram como a lã pura. O seu trono eram chamas de fogo, com rodas de lume vivo.
10 Um rio de fogo corria, irrompendo diante dele. Milhares de milhares O serviam e miríades de miríades O assistiam. O tribunal abriu a sessão e os livros foram abertos.
11 Eu estava a olhar, por causa das palavras arrogantes que o chifre dizia, quando vi que o animal foi morto e o seu corpo destruído e lançado às chamas ardentes.
12 Quanto aos outros animais, foi-lhes tirado o poder, mas a vida foi-lhes prolongada até certo tempo e determinada data.
13 Contemplava eu as visões da noite, quando, sobre as nuvens do céu, veio alguém semelhante a um filho do homem. Dirigiu-Se para o Ancião venerável e conduziram-no à sua presença.
14 Foi-Lhe entregue o poder, a honra e a realeza, e todos os povos, nações e línguas O serviram. O seu poder é eterno, não passará jamais, e o seu reino jamais será destruído.

Daniel 3,75.76.77.78.79.80.81.

R/ Louvai o Senhor, exaltai-O para sempre.

75 Montes e colinas, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre.

76 Plantas que germinam na terra, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre.

77 Mares e rios, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre.

78 Fontes, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre.

79 Monstros e animais marinhos, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre.

80 Aves do céu, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre.

81 Animais e rebanhos, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre.

Lucas 21,29-33.

29 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: «Olhai a figueira e as outras árvores:
30 Quando vedes que já têm rebentos, sabeis que o verão está próximo.
31 Assim também, quando virdes acontecer estas coisas, sabei que está próximo o Reino de Deus.
32 Em verdade vos digo: não passará esta geração sem que tudo aconteça.
33 Passará o céu e a Terra, mas as minhas palavras não passarão».

Comentário ao Evangelho

«Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão»

«Bebe a água das tuas fontes e dos teus poços, e que a tua fonte seja realmente tua» (Prov 5,15.17). Tu que me escutas, procura ter um poço que seja teu e uma fonte que te pertença; deste modo, quando pegares nas Escrituras, conseguirás descobrir uma interpretação própria. Sim, de acordo com o que aprendeste na Igreja, tenta beber da fonte do teu espírito, pois no interior de ti próprio existe [...] «a água viva» (Jo 4,10); há canais inesgotáveis e rios engrossados com o sentido espiritual das Escrituras, desde que não estejam obstruídos com terra e entulho. Se assim for, será preciso cavar e limpar, ou seja, expulsar a preguiça do espírito e sacudir o torpor do coração. [...]

Purifica, pois, o teu espírito, para que um dia bebas das tuas fontes e extraias a água viva dos teus poços. Porque, se receberes em ti a palavra de Deus, se receberes de Jesus a água viva e a receberes com fé, ela tornar-se-á em ti «uma fonte de água que brota para a vida eterna» (Jo 4,14).

Orígenes (c. 185-253) presbítero, teólogo Homilias sobre o Génesis, n.° 12, 5

Santo do Dia