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Liturgia diária

Quinta-feira da 27ª semana do Tempo Comum

Quinta-Feira, 10 De Outubro Cor litúrgica: Verde

Ma 3,13-20a.

13 «As vossas palavras contra Mim são arrogantes», diz o Senhor, «e perguntais: "Que dissemos contra o Senhor?".
14 Vós dissestes: "É tempo perdido servir a Deus. Que aproveita cumprir os seus preceitos e andar vestido de luto diante do Senhor do Universo?
15 Por isso, agora chamamos felizes os soberbos, que praticam o mal e prosperam, que provocam a Deus e ficam impunes"».
16 Então, os que temem o Senhor falaram entre si; e o Senhor prestou atenção e escutou-os. Diante dele, foi escrito um livro que conserva a memória daqueles que O temem e respeitam o seu nome.
17 «No dia que Eu preparo, Eles serão minha propriedade», diz o Senhor do Universo. «Terei compaixão deles, como um pai se compadece do filho obediente.
18 Então, vereis de novo a diferença entre o justo e o pecador, entre aquele que serve a Deus e aquele que não O serve.
19 Porque há de vir o dia, ardente como uma fornalha, em que serão como a palha todos os soberbos e malfeitores. O dia que há de vir os abrasará», diz o Senhor do Universo, «e não lhes deixará raiz nem ramos.
20 Mas, para vós que temeis o meu nome, nascerá o sol de justiça, trazendo nos seus raios a salvação».

Salmos 1,1-2.3.4.6.

R/ Quem Vos segue, Senhor, terá a luz da vida.

1 Feliz o homem que não segue o conselho dos ímpios,
nem se detém no caminho dos pecadores,
2 mas antes se compraz na lei do Senhor,
e nela medita dia e noite.

3 É como árvore plantada à beira das águas:
dá fruto a seu tempo
e sua folhagem não murcha.
Tudo quanto fizer será bem sucedido.

4 Bem diferente é a sorte dos ímpios:
são como palha que o vento leva.
6 O Senhor vela pelo caminho dos justos,
mas o caminho dos pecadores leva à perdição.

Lucas 11,5-13.

5 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se algum de vós tiver um amigo, poderá ter de ir a sua casa à meia-noite, para lhe dizer: "Amigo, empresta-me três pães,
6 porque chegou de viagem um dos meus amigos e não tenho nada para lhe dar".
7 Ele poderá responder lá de dentro: "Não me incomodes; a porta está fechada, eu e os meus filhos já nos deitámos; não posso levantar-me para te dar os pães".
8 Eu vos digo: se ele não se levantar por ser amigo, ao menos por causa da sua insistência levantar-se-á para lhe dar tudo aquilo de que precisa.
9 Também vos digo: pedi e dar-se-vos-á; procurai e encontrareis; batei à porta e abrir-se-vos-á.
10 Porque quem pede, recebe; quem procura, encontra e a quem bate à porta, abrir-se-á.
11 Se um de vós for pai e um filho lhe pedir peixe, em vez de peixe dar-lhe-á uma serpente?
12 E se lhe pedir um ovo, dar-lhe-á um escorpião?
13 Se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo àqueles que Lho pedem!».

Comentário ao Evangelho

«Sobre a necessidade de orar sempre, sem desfalecer» (Lc 18,1)

Em todas as coisas, reza continuamente, pois nada podes fazer sem a ajuda de Deus.

Nada é tão poderoso como a oração para nos dar a energia divina. E nada é tão útil como ela para nos obter a benevolência de Deus.

A prática dos mandamentos está toda contida na oração. Pois não há nada mais elevado que o amor de Deus.

A oração sem distrações é um sinal de amor a Deus naquele que persevera. A negligência e a distração quando se reza denunciam amor ao prazer.

Aquele que, sem dificuldade, vela, perserva e reza recebe visivelmente o Espírito Santo. Mas aquele que faz tudo isso com dificuldade e mantém a sua resolução também é atendido sem demora. [...]

Se queres fazer um favor a alguém que gosta de aprender, mostra-lhe a oração, a fé reta e a paciência na provação. É com estas três virtudes que se obtêm os restantes bens. [...]

Foge à tentação pela paciência e a oração. Se pensares em combatê-la sem estas virtudes, voltarás a ser atacado por ela. [...]

Tudo o que possamos dizer ou fazer sem a oração torna-se perigoso ou inútil. [...]

Temos de procurar a morada interior de Cristo, dado que somos morada de Deus, e, pela oração, perseverar em bater à sua porta (cf Mt 7,7), a fim de que, agora ou na hora da nossa morte, o Senhor nos abra e não nos diga como a homens negligentes: «Não sei de onde sois» (Lc 13,25). E temos, não somente de pedir e receber, mas de guardar aquilo que nos foi dado. Pois há quem perca depois de ter recebido.

Marcos o Asceta, hegúmeno na Ásia Menor «Sobre os que se julgam justificados pelas suas obras», nos. 94-98, 102, 106, 108, 225

Santo do Dia