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Liturgia diária

Segunda-feira da 24ª semana do Tempo Comum

Segunda-Feira, 16 De Setembro Cor litúrgica: Verde

1_Tm 2,1-8.

1 Caríssimo: Recomendo, antes de tudo, que se façam preces, orações, súplicas e ações de graças por todos os homens,
2 pelos reis e por todas as autoridades, para que possamos levar uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade.
3 Isto é bom e agradável aos olhos de Deus, nosso Salvador;
4 Ele quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade.
5 Há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, o homem Jesus Cristo,
6 que Se entregou à morte pela redenção de todos. Tal é o testemunho que foi dado a seu tempo
7 e do qual fui constituído arauto e apóstolo – digo a verdade, não minto –, mestre dos gentios na fé e na verdade.
8 Quero, portanto, que os homens rezem em toda a parte, erguendo para o Céu as mãos santas, sem ira nem contenda.

28(27),2.7.8-9.

R/ Bendito seja o Senhor, que ouviu a voz da minha súplica.

2 Ouvi, Senhor, a voz da minha súplica,
quando Vos invoco,
quando ergo as minhas mãos
para o vosso templo santo.

7 O Senhor é a minha força e o meu protetor,
meu coração pôs nele a sua confiança e fui ajudado.
O meu coração exultou
e entoei-Lhe um cântico de louvor.

8 O Senhor é a fortaleza do seu povo,
a fortaleza de salvação do seu Ungido.
9 Salvai o vosso povo e abençoai a vossa herança,
sede o seu protetor e guia através dos tempos.

Lucas 7,1-10.

1 Naquele tempo, quando Jesus acabou de falar ao povo, entrou em Cafarnaum.
2 Um centurião tinha um servo a quem estimava muito e que estava doente, quase a morrer.
3 Tendo ouvido falar de Jesus, enviou-Lhe alguns anciãos dos judeus para Lhe pedir que fosse salvar aquele servo.
4 Quando chegaram à presença de Jesus, os anciãos suplicaram-Lhe insistentemente: «Ele é digno de que lho concedas,
5 pois estima a nossa gente e foi ele que nos construiu a sinagoga».
6 Jesus acompanhou-os. Já não estava longe da casa, quando o centurião Lhe mandou dizer por uns amigos: «Não Te incomodes, Senhor, pois não mereço que entres em minha casa,
7 nem me julguei digno de ir ter contigo. Mas diz uma palavra e o meu servo será curado.
8 Porque também eu, que sou um subalterno, tenho soldados sob as minhas ordens. Digo a um "vai" e ele vai; e a outro "vem" e ele vem; e ao meu servo "faz isto" e ele faz».
9 Ao ouvir estas palavras, Jesus sentiu admiração por ele e, voltando-Se para a multidão que O seguia, exclamou: «Digo-vos que nem mesmo em Israel encontrei tão grande fé».
10 Ao regressarem a casa, os enviados encontraram o servo de perfeita saúde.

Comentário ao Evangelho

Jesus encanta-Se com a fé do centurião romano

O desejo de Deus é um sentimento inscrito no coração do homem, porque o homem foi criado por Deus e para Deus. Deus não cessa de atrair o homem para Si e só em Deus é que o homem encontra a verdade e a felicidade que procura sem descanso […]. De muitos modos, na sua história e até hoje, os homens exprimiram a sua busca de Deus em crenças e comportamentos religiosos (orações, sacrifícios, cultos, meditações, etc.). Apesar das ambiguidades de que podem enfermar, estas formas de expressão são tão universais, que bem podemos chamar ao homem um ser religioso […]. Mas esta «relação íntima e vital que une o homem a Deus» pode ser esquecida, desconhecida e até explicitamente rejeitada pelo homem. Tais atitudes podem ter origens diversas: a revolta contra o mal existente no mundo, a ignorância ou a indiferença religiosas, as preocupações do mundo e das riquezas (Mt 13,22), o mau exemplo dos crentes, as correntes de pensamento hostis à religião e, finalmente, a atitude do homem pecador, que, por medo, se esconde de Deus (Gn 3,8s) e foge quando Ele o chama (Jo 1,3).

«Exulte o coração dos que procuram o Senhor» (Sl 105,3). Se o homem pode esquecer ou rejeitar Deus, Deus é que nunca deixa de chamar todo o homem a que O procure, para que encontre a vida e a felicidade. Mas esta busca exige do homem todo o esforço da sua inteligência, a retidão da sua vontade, «um coração reto» (Sl 96,11), e também o testemunho de outros, que o ensinam a procurar Deus.

«És grande, Senhor, e altamente louvável; grande é o teu poder e a tua sabedoria é sem medida» (Sl 144,3; 146,5). E o homem, pequena parcela da tua criação, pretende louvar-Te – precisamente ele que, revestido da sua condição mortal, traz em si o testemunho do seu pecado, o testemunho de que Tu resistes aos soberbos (cf Tg 4,6). Apesar de tudo, o homem, pequena parcela da tua criação, quer louvar-Te. Tu próprio a isso o incitas, fazendo com que ele encontre as suas delícias no teu louvor, porque nos fizeste para Ti e o nosso coração não descansa enquanto não repousar em Ti (Santo Agostinho, Confissões 1,1,1).

Catecismo da Igreja Católica §§ 27-30

Santo do Dia