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Liturgia diária

Quinta-feira da 20ª semana do Tempo Comum

Quinta-Feira, 22 De Agosto Cor litúrgica: Verde

Jg 11,29-39a.

29 Naqueles dias, o espírito do Senhor veio sobre Jefté, que percorreu Galaad e Manassés, atravessou Mispá de Galaad e dali passou ao território dos amonitas.
30 Jefté fez este voto ao Senhor: «Se me entregardes os amonitas nas minhas mãos e eu voltar em paz da campanha contra eles,
31 a primeira pessoa que sair da porta da minha casa, para vir ao meu encontro, pertencerá ao Senhor, e eu a oferecerei em holocausto».
32 Jefté passou, então, ao território dos amonitas, para travar combate com eles, e o Senhor entregou-os nas suas mãos.
33 Desbaratou-os desde Aroer até perto de Minit, tomando vinte cidades, e chegou até Abel-Queramin. Com esta enorme derrota, os amonitas ficaram humilhados perante os filhos de Israel.
34 Quando Jefté voltava para casa, em Mispá, sua filha saiu ao seu encontro, dançando ao som de tamborins. Era filha única; além dela não tinha outros filhos ou filhas.
35 Logo que a viu, Jefté rasgou as vestes e disse: «Ai, minha filha, que me trazes tanta angústia! És a causa da minha desgraça! Eu tomei um compromisso diante do Senhor e não posso voltar atrás».
36 Ela respondeu-lhe: «Meu pai, se te comprometeste com o Senhor, trata-me segundo o compromisso que tomaste, uma vez que o Senhor te concedeu a desforra contra os filhos de Amon, teus inimigos».
37 Depois disse ao pai: «Apenas te peço um favor: Deixa-me livre durante dois meses, para eu ir pelos montes, com as minhas companheiras, e chorar por ter de morrer virgem».
38 O pai respondeu-lhe: «Então vai!». E deixou-a partir por dois meses. Ela foi com as suas companheiras e andou a chorar pelos montes, por ter de morrer virgem.
39 Passados os dois meses, voltou para junto do pai e ele cumpriu o voto que fizera.

40(39),5.7-8a.8b-9.10.

R/ Eu venho, Senhor, para fazer a vossa vontade.

5 Feliz de quem pôs a sua confiança no Senhor
e não se voltou para os arrogantes.
Feliz de quem pôs a sua confiança no Senhor
e não se voltou para os que seguem a mentira.

7 Não Vos agradaram sacrifícios nem oblações,
mas abristes-me os ouvidos;
não pedistes holocaustos nem expiações,
8 então clamei: «Aqui estou.

8 De mim está escrito no livro da Lei
9 que faça a vossa vontade.
Assim o quero, ó meu Deus,
a vossa lei está no meu coração».

10 Proclamei a justiça na grande assembleia,
não fechei os meus lábios, Senhor, bem o sabeis.

Mateus 22,1-14.

1 Naquele tempo, Jesus dirigiu-Se de novo aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo e, falando em parábolas,
2 disse-lhes: «O Reino dos Céus pode comparar-se a um rei que preparou um banquete nupcial para o seu filho.
3 Mandou os servos chamar os convidados para as bodas, mas eles não quiseram vir.
4 Mandou ainda outros servos, ordenando-lhes: "Dizei aos convidados: preparei o meu banquete, os bois e cevados foram abatidos, tudo está pronto, vinde às bodas".
5 Mas eles, sem fazerem caso, foram um para o seu campo e outro para o seu negócio;
6 os outros apoderaram-se dos servos, trataram-nos mal e mataram-nos.
7 O rei ficou muito indignado e enviou os seus exércitos, que acabaram com aqueles assassinos e incendiaram a cidade.
8 Disse, então, aos servos: "O banquete está pronto, mas os convidados não eram dignos.
9 Ide às encruzilhadas dos caminhos e convidai para as bodas todos os que encontrardes".
10 Então os servos, saindo pelos caminhos, reuniram todos os que encontraram, maus e bons. E a sala do banquete encheu-se de convidados.
11 O rei, quando entrou para ver os convidados, viu um homem que não estava vestido com o traje nupcial
12 e disse-lhe: "Amigo, como entraste aqui sem o traje nupcial?". Mas ele ficou calado.
13 O rei disse, então, aos servos: "Amarrai-lhe os pés e as mãos e lançai-o às trevas exteriores; aí, haverá choro e ranger de dentes".
14 Na verdade, muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos».

Comentário ao Evangelho

«Vinde às bodas»

No mundo visível, se um povo muito pequeno se revolta contra o rei, este não se incomoda a dirigir pessoalmente as operações, antes envia os seus soldados, com os respetivos chefes, e são eles que travam o combate. Pelo contrário, se o povo que se ergue contra ele é muito poderoso e é capaz de lhe devastar o reino, então o rei vê-se obrigado a empreender pessoalmente a campanha, com a sua corte e o seu exército, e a travar ele o combate. Considera que dignidade é a tua! Pois foi o próprio Deus quem empreendeu a campanha, com os seus próprios exércitos – os anjos e os espíritos santos –, para vir proteger-te e te libertar da morte. Tem, pois, confiança, e repara na providência de que és objeto.

Retiremos outro exemplo da vida presente. Imaginemos um rei que depara com um homem pobre e doente e, longe de se desgostar dele, lhe trata as feridas com medicamentos salutares, o leva para o palácio, o veste de púrpura, o cinge com um diadema e o convida para a sua mesa. Pois é assim que Cristo, o Rei celeste, Se aproxima do homem doente, o cura e o convida para a sua mesa real, e fá-lo sem lhe violar a liberdade, antes o persuadindo a aceitar honra tão elevada.

Está escrito no Evangelho que o Senhor enviou os seus servos, mandando-os convidar todos quantos quisessem acorrer, mandando-os anunciar: «Preparei o meu banquete!» Os convidados, porém, desculparam-se. [...] Aquele que convidava estava pronto, mas os convidados recusaram o convite; são, portanto, responsáveis pelo seu destino. Tal é a grande dignidade dos cristãos. Eis que o Senhor lhes prepara o Reino, e os convida a nele entrar; mas eles recusam-se. Perante o dom que nos foi prometido, poder-se-ia dizer que, se uma pessoa [...] sofresse tribulações desde a criação de Adão até ao fim do mundo, nada teria feito em comparação com a glória que receberá em herança, porque está destinada a reinar com Cristo pelos séculos sem fim. Glória Àquele que amou de tal maneira esta alma, que Se entregou e Se confiou a ela, bem como a sua graça! Glória à sua majestade!

Homilia atribuída a São Macário (?-390) monge do Egipto Homilias espirituais, n.º 15, § 30-31

Santo do Dia