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Liturgia diária

Quarta-feira da 19ª semana do Tempo Comum

Quarta-Feira, 14 De Agosto Cor litúrgica: Verde

Deuteronómio 34,1-12.

1 Naqueles dias, Moisés subiu das planícies de Moab até ao monte Nebo, no cimo do Pisgá, em frente de Jericó. O Senhor mostrou-lhe todo o país: Galaad até Dã,
2 todo o Naftali, o território de Efraim e de Manassés, todo o território de Judá até ao mar ocidental,
3 o Negueb, o distrito da planície de Jericó, cidade das palmeiras, até Soar.
4 Disse-lhe o Senhor: «Esta é a terra que prometi com juramento a Abraão, a Isaac e a Jacob, dizendo: "Dá-la-ei à tua descendência". Quis que a visses com os teus próprios olhos, mas não entrarás nela».
5 Foi ali, na terra de Moab, que morreu Moisés, servo do Senhor, como o Senhor dissera.
6 Foi sepultado no vale, na terra de Moab, em frente de Bet-Peor, e ninguém, até ao dia de hoje, reconheceu a sua sepultura.
7 Moisés tinha cento e vinte anos quando morreu. A sua vista nunca enfraquecera, nem o seu vigor se tinha quebrado.
8 Os filhos de Israel choraram Moisés nas planícies de Moab durante trinta dias, ao fim dos quais terminaram os dias de pranto por Moisés.
9 Entretanto, Josué, filho de Nun, estava cheio do espírito de sabedoria, porque Moisés tinha imposto as mãos sobre ele. Os filhos de Israel começaram a prestar-lhe obediência, segundo a ordem que o Senhor tinha dado a Moisés.
10 Nunca mais surgiu em Israel outro profeta como Moisés, com quem o Senhor tratava face a face;
11 nem com tantos sinais e prodígios que o Senhor o mandou realizar na terra do Egito, contra o faraó e contra todos os seus servos e toda a sua terra;
12 nem com tal poder e tão grandes prodígios como os que manifestou Moisés aos olhos de todo o Israel.

66(65),1-3a.5a.8.16-17.

R/ Bendito seja Deus, que salvou a minha vida.

1 Aclamai a Deus, Terra inteira,
2 cantai a glória do seu nome,
celebrai os seus louvores,
3 dizei a Deus: «Maravilhosas são as vossas obras».

5 Vinde contemplar as obras de Deus,
admirável na sua ação pelos homens.
8 Bendizei, ó povos, o nosso Deus,
fazei ressoar a voz do seu louvor.

16 Todos os que temeis a Deus, vinde e ouvi,
vou narrar-vos quanto Ele fez por mim.
17 Meus lábios O invocaram
e minha língua O louvou.

Mateus 18,15-20.

15 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se o teu irmão te ofender, vai ter com ele e repreende-o a sós. Se te escutar, terás ganhado o teu irmão.
16 Se não te escutar, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão fique resolvida pela palavra de duas ou três testemunhas.
17 Mas, se ele não lhes der ouvidos, comunica o caso à Igreja; e, se também não der ouvidos à Igreja, considera-o como um pagão ou um publicano.
18 Em verdade vos digo: tudo o que ligardes na Terra será ligado no Céu; e tudo o que desligardes na Terra será desligado no Céu.
19 Digo-vos ainda: se dois de vós se unirem na Terra para pedirem qualquer coisa, ser-lhes-á concedida por meu Pai que está nos Céus.
20 Na verdade, onde estão dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles».

Comentário ao Evangelho

«Eu estou no meio deles»

O Senhor disse: «Se dois de vós se unirem na Terra para pedirem qualquer coisa, ser-lhes-á concedida por meu Pai que está nos Céus. Na verdade, onde estão dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles». Mostra assim que não é o grande número dos que rezam, mas a sua unanimidade, que obtém graças. «Se dois de vós se unirem na Terra»: Cristo põe em primeiro lugar a unidade das almas, põe antes de tudo a concórdia e a paz. Que haja plena concórdia entre nós, foi o que Ele constante e firmemente pregou. Ora, como pode ter concórdia com outro quem não tem concórdia com o corpo da Igreja e com o conjunto dos irmãos? [...] O Senhor fala da sua Igreja àqueles que estão na Igreja: se estiverem de acordo entre si, se orarem em conformidade com as suas recomendações e os seus conselhos, mesmo que sejam só dois ou três a rezar, se o fizerem numa só alma, mesmo sendo apenas dois ou três, podem obter aquilo que pedem à majestade de Deus.

«Onde estão dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles»: quer dizer, ele está com os pacíficos e os simples, com os que temem a Deus e observam os seus mandamentos. Jesus afirma que está com dois ou três apenas, como esteve com os três jovens na fornalha: porque permaneceram simples em relação a Deus e unidos entre si, reconfortou-os com um sopro de orvalho no meio das chamas (Dn 3,50). O mesmo aconteceu com os dois apóstolos que estiveram presos: porque eram simples, porque estavam unidos de coração, Ele acudiu-lhes, abrindo-lhes as portas do cárcere (At 25, 25). [...] Quando, portanto, Cristo inscreve entre os seus preceitos esta palavra: «Onde estão dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles», [...] está a reprovar aos dissidentes a sua discórdia e a recomendar a paz aos seus fiéis.

São Cipriano (c. 200-258) bispo de Cartago e mártir Da Unidade da Igreja, 12

Santo do Dia