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Liturgia diária

Quarta-feira da 17ª semana do Tempo Comum

Quarta-Feira, 31 De Julho Cor litúrgica: Verde

Êxodo 34,29-35.

29 Quando Moisés descia do monte Sinai, trazendo nas mãos as duas tábuas da Lei, não sabia que o seu rosto irradiava luz, depois de se encontrar com o Senhor.
30 Aarão e todos os filhos de Israel, ao olharem para Moisés, viram que o seu rosto irradiava luz e temeram aproximar-se dele.
31 Então, Moisés chamou-os. Aarão e todos os chefes da comunidade aproximaram-se e Moisés falou com eles.
32 Depois, todos os filhos de Israel se aproximaram e ele transmitiu-lhes todas as ordens que tinha recebido do Senhor no monte Sinai.
33 Quando Moisés acabou de lhes falar, cobriu o rosto com um véu.
34 Sempre que Moisés comparecia na presença do Senhor para falar com Ele, tirava o véu até sair de lá. Então, comunicava aos filhos de Israel as ordens que recebera.
35 Mas como os filhos de Israel viam que o rosto de Moisés irradiava luz, ele voltava a cobrir o rosto com o véu, até voltar a entrar de novo na Tenda para falar com o Senhor.

99(98),5.6.7.9.

R/ Vós sois santo, Senhor, nosso Deus.

5 Aclamai o Senhor, nosso Deus,
prostrai-vos a seus pés:
Ele é santo.

6 Moisés e Aarão estão entre os seus sacerdotes
e Samuel entre os que invocam o seu nome;
invocavam o Senhor e Ele os atendia.

7 Falava-lhes da coluna de nuvem;
eles observavam os seus mandamentos
e os preceitos que lhes dera.

9 Aclamai o Senhor, nosso Deus,
e prostrai-vos diante da sua montanha santa:
é santo o Senhor, nosso Deus.

Mateus 13,44-46.

44 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «O Reino dos Céus é semelhante a um tesouro escondido num campo. O homem que o encontrou tornou a escondê-lo e ficou tão contente que foi vender tudo quanto possuía e comprou aquele campo.
45 O Reino dos Céus é semelhante a um negociante que procura pérolas preciosas.
46 Ao encontrar uma de grande valor, foi vender tudo quanto possuía e comprou essa pérola».

Comentário ao Evangelho

Onde estiver o teu tesouro...

Cristo é o tesouro de toda a graça, porque é «cheio de graça e de verdade» (Jo 1,4); os anjos e os homens recebem da sua plenitude. Ele possui a própria fonte da plenitude e com a obra da sua mão enche de bênçãos todas as criaturas. Mas este tesouro de graças está oculto sob o véu do sacramento do altar: «O reino dos Céus é semelhante a um tesouro escondido num campo»; este campo é o sacramento do corpo de Cristo, que é recolhido nos campos. É neste campo que possuímos um tesouro escondido, porque nele está escondido todo o género de graças. «O homem que o encontrou tornou a escondê-lo e ficou tão contente que foi vender tudo quanto possuía e comprou aquele campo». Quem conhece a riqueza deste sacramento renuncia de boa vontade a qualquer outra atividade, para se entregar com toda a liberdade à ação e à devoção por este sacramento, ciente de que ganhará a posse da vida eterna, segundo esta palavra do Senhor: «Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna» (Jo 6,55).

O tesouro de toda a glória está em Cristo. Toda a glória que possuem os anjos e os homens que se salvam até ao Dia do Juízo, seja a glória do corpo ou a glória da alma, é retirada deste tesouro. Com efeito, foi Ele, cujos tesouros são abismos, quem fixou os limites incompreensíveis da sua glória; e ordena-nos que procuremos avidamente esse tesouro, recomendando: «Juntai riquezas no Céu» (Mt 6,20). Este tesouro está oculto sob o véu do pão e do vinho para que tu tenhas o mérito da fé.

Louvado seja o Senhor pelas suas misericórdias, porque nos apresentou antecipadamente o seu corpo, sob a forma do tesouro celeste!

São Boaventura (1221-1274) franciscano, doutor da Igreja Sermão sobre a Eucaristia

Santo do Dia