Saltar para o conteúdo principal

Liturgia diária

Terça-feira da 14ª semana do Tempo Comum

Terça-Feira, 9 De Julho Cor litúrgica: Verde

Génesis 32,22-32.

22 Naqueles dias, Jacob
23 levantou-se de noite, tomou consigo as duas esposas, as duas servas e os onze filhos e atravessou o vau do Jaboc.
24 Ajudou-os a passar a torrente com tudo o que possuía
25 e ficou para trás sozinho. Então, um homem lutou com ele até ao romper da aurora
26 e, ao ver que não podia dominá-lo, atingiu-lhe a articulação da coxa, de modo que o tendão da coxa de Jacob se deslocou, enquanto lutava com ele.
27 O homem disse-lhe: «Deixa-me ir, que já raiou a aurora». Mas Jacob respondeu-lhe: «Não te deixarei, enquanto não me abençoares».
28 O homem perguntou-lhe: «Qual é o teu nome?». Ele respondeu: «Jacob».
29 Então, o homem disse-lhe: «Já não te chamarás Jacob, mas Israel, porque lutaste com Deus e com os homens e saíste vencedor».
30 Pediu-lhe então Jacob: «Rogo-te que me reveles o teu nome». Mas ele respondeu: «Porque queres saber o meu nome?». E abençoou-o.
31 Jacob deu àquele lugar o nome de Penuel, «porque», disse ele, «vi a Deus face a face e a minha vida foi salva».
32 Já nascia o Sol, quando Jacob atravessou Penuel; e manquejava de uma coxa. Se os israelitas, até ao presente, não comem o tendão que há na articulação da coxa, é porque Jacob foi atingido nesse tendão.

17(16),1.2-3.6-7.8b.15.

R/ Pela vossa bondade, Senhor, espero contemplar o vosso rosto.

1 Ouvi, Senhor, uma causa justa,
atendei a minha súplica.
Escutai a minha oração,
feita com sinceridade.

2 Sede Vós a fazer o meu julgamento,
pois vossos olhos veem o que é reto.
3 Se perscrutais o meu coração e o provais com o fogo,
não encontrareis em mim iniquidade.

6 Eu Vos invoco, ó Deus, respondei-me,
ouvi e escutai as minhas palavras.
7 Mostrai a vossa admirável misericórdia,
Vós que salvais quem se acolhe à vossa direita.

8 Guardai-me como a menina dos olhos,
protegei-me à sombra das vossas asas.
15 Mereça eu contemplar a vossa face
e, ao despertar, saciar-me com a vossa imagem.

Mateus 9,32-38.

32 Naquele tempo, apresentaram a Jesus um mudo possesso do demónio.
33 Logo que o demónio foi expulso, o mudo falou. A multidão ficou admirada e dizia: «Nunca se viu coisa semelhante em Israel».
34 Mas os fariseus diziam: «É pelo príncipe dos demónios que Ele expulsa os demónios».
35 Jesus percorria todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todas as doenças e enfermidades.
36 Ao ver as multidões, encheu-Se de compaixão, porque andavam fatigadas e abatidas, como ovelhas sem pastor. Jesus disse então aos seus discípulos:
37 «A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos.
38 Pedi ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara».

Comentário ao Evangelho

«Jesus percorria todas as cidades e aldeias, [...] pregando o Evangelho do reino»

A presença dos cristãos nos agrupamentos humanos seja animada daquela caridade com que Deus nos amou, e com a qual quer que também nós nos amemos uns aos outros (1Jo 4,11). Efetivamente, a caridade cristã a todos se estende sem discriminação de raça, condição social ou religião, sem esperar qualquer lucro ou agradecimento. Portanto, assim como Deus nos amou com um amor gratuito, assim também os fiéis, pela sua caridade, sejam solícitos pelos homens, amando-os com o mesmo zelo com que Deus veio procurá-los. E assim como Cristo percorria todas as cidades e aldeias, curando todas as doenças e todas as enfermidades, e proclamando o advento do reino de Deus, do mesmo modo a Igreja, por meio dos seus filhos, estabelece relações com os homens de qualquer condição, de modo especial com os pobres e aflitos […]. Participa nas suas alegrias e dores, conhece as suas aspirações e os problemas da sua vida e sofre com eles nas ansiedades da morte, trazendo-lhes a paz e a luz do Evangelho.

Trabalhem e colaborem os cristãos com todos os outros na reta ordenação dos problemas económicos e sociais. Dediquem-se, com cuidado especial, à educação das crianças e da juventude. […] Tomem parte nos esforços dos povos que, lutando contra a fome, a ignorância e a doença, se afadigam por melhorar as condições da vida e por assegurar a paz no mundo. […]

A Igreja, porém, não quer, de maneira nenhuma, imiscuir-se no governo da cidade terrena. Nenhuma outra autoridade reclama para si senão a de, com a ajuda de Deus, estar ao serviço dos homens pela caridade e pelo serviço fiel.

Concílio Vaticano II Decreto «Ad gentes», sobre a atividade missionária da Igreja, § 12

Santo do Dia