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Liturgia diária

Sexta-feira da 5ª semana da Páscoa

Sexta-Feira, 24 De Maio

Tempo litúrgico

A DEVOÇÃO A MARIA AUXILIADORA

 

 A devoção a Nossa Senhora Auxiliadora, tem seu começo em datas muito remotas, nascida no coração de pessoas piedosas que espalharam ao seu redor a devoção mariana. Assim a Mãe de Deus foi sempre conhecida como condutora da felicidade de todo ser humano. E Maria, sempre esteve junto ao povo, sobretudo do povo simples que não sofre as complicações que contornam e desfazem, muitas vezes, a vida humana, mas que é levado pelas emoções e certezas apontadas pela simplicidade do coração.
Em 1476, o Papa Sisto IV deu o nome de “Nossa Senhora do Bom Auxílio” a uma imagem do século XIV-XV, que havia sido colocada em uma Capelinha, onde ele se refugiou, surpreendido durante o caminho, com um perigoso temporal. A imagem tem um aspecto muito sereno, e o símbolo do ‘auxílio’ é representado pela meiguice do Menino segurando o manto da Mãe.
Com o correr dos anos, entre 1612 e 1620, a devoção mariana cresceu, graças aos Barnabitas, em torno de uma pequena tela de autoria de Scipione Pulzone, representando aspectos de doçura, de abandono confiante, de segurança entre o Menino e sua santa Mãe. A imagem ficou conhecida como “Mãe da Divina Providência”. Esta imagem tornou-se como que meta para as peregrinações de muitos devotos e também para muitos Papas e até mesmo para João Paulo II. Devido ao movimento cristão em busca dos favores e bênçãos de Nossa Senhora e de seu Filho, o Papa Gregório XVI, em 1837, deu-lhe o nome de “AUXILIADORA DOS CRISTÃOS”. O Papa Pio IX, há pouco tempo eleito, também se inscreveu no movimento e diante desta bela imagem, ele celebrou a Missa de agradecimento pela sua volta do exílio de Gaeta.     
Mais tarde também foi criada a ‘Pia União de Maria Auxiliadora’, com raízes em um bonito quadro alemão.
E chega o ano de 1815:  Nasce aquele que será o grande admirador, grande filho, grande devoto da Mãe de Deus e propagador da devoção a Maria Auxiliadora, o Santo dos jovens: SÃO JOÃO BOSCO. Neste ano era também celebrado o Congresso de Viena e foi a época em que, com a queda do Império Napoleônico, começa a Reestruturação  Européia com restabelecimento dos reinos nacionais e das suas monarquias dinásticas 
Em 1817, o Papa Pio VII benzeu uma tela de Santa Maria e conferiu-lhe o título de “MARIA AUXILIUM CHRISTIANORUM”.
Os anos foram se sucedendo e o rei Carlo Alberto, foi a cabeça do movimento em prol da unificação da Itália, e ao mesmo tempo, os atritos entre Igreja e Estado, deram lugar a uma forte sensibilização política, com atitudes suspeitas para com a Igreja. E como não podia deixar de ser, Dom Bosco, lutador e defensor insigne da Igreja de Cristo, ficou sendo mira forte do governo e foi até obrigado a fugir de alguns atentados. Sim, tinha de fato inimigos que não viam bem sua postura positiva a favor da Igreja e nem tão pouco a emancipação da classe pobre, defendida tenazmente pelo Santo.
Pio IX, então cabeça da Igreja, manifestou-se logo a favor de uma devoção pessoal para com a Auxiliadora e quando este sofrido Pontífice esteve no exílio, o nosso Santo lhe enviou 35 francos, recolhidos entre seus jovens do oratório. O Papa ficou profundamente comovido com esta atitude e conservou uma grande lembrança deste gesto de afeto de D.Bosco e da generosidade dos rapazes pobres.
E continuam muitas lutas políticas, desavenças, lutas e rixas entre Igreja e Estado.  Mas a 24 de maio, em Roma, o Papa Pio IX preside uma grandiosa celebração em honra de Maria Auxiliadora, na Igreja de Santa Maria.  E em 1862, houve uma grandiosa organização especificamente para obter da Auxiliadora, a proteção para o Papa diante das perseguições políticas que ferviam cada vez mais, em detrimento para a Igreja de Jesus Cristo.
Nestes momentos particularmente críticos, entre 1860-1862 para a Igreja, vemos que D.Bosco toma uma opção definitiva pela AUXILIADORA, título este que ele decide concentrar a devoção mariana por ele oferecida ao povo. E justamente em 1862, ele tem o “Sonho das Duas Colunas” e no ano seguinte seus primeiros acenos para a construção do célebre e grandioso Santuário de Maria Auxiliadora. E esta devoção à Mãe de Deus, desde então se expandiu imediata e amplamente.             
Dom Bosco ensinou aos membros da família Salesiana a amarem Nossa Senhora, invocando-a com o título de AUXILIADORA. Pode-se afirmar que a invocação de Maria como título de Auxiliadora teve um impulso enorme com Dom Bosco. Ficou tão conhecido o amor do Santo pela Virgem Auxiliadora a ponto de Ela ser conhecida também como a "Virgem de Dom Bosco".
Escreveu o santo: “A festa de Maria Auxiliadora deve ser o prelúdio da festa eterna que deveremos celebrar todos juntos um dia no Paraíso".

Atos dos Apóstolos 15,22-31.

22 Naqueles dias, os apóstolos e os anciãos, de acordo com toda a Igreja de Jerusalém, resolveram escolher alguns irmãos, para os mandarem a Antioquia com Barnabé e Paulo: eram Judas, chamado Barsabás, e Silas, homens de autoridade entre os irmãos.
23 Mandaram por eles esta carta: «Os apóstolos e os anciãos, irmãos vossos, saúdam os irmãos de origem pagã residentes em Antioquia, na Síria e na Cilícia.
24 Tendo sabido que, sem nossa autorização, alguns dos nossos vos foram inquietar, perturbando as vossas almas com as suas palavras,
25 resolvemos, de comum acordo, escolher delegados para vo-los enviarmos, juntamente com os nossos queridos Barnabé e Paulo,
26 homens que expuseram a vida pelo nome de Nosso Senhor Jesus Cristo.
27 Por isso vos mandamos Judas e Silas, que vos transmitirão de viva voz as nossas decisões.
28 O Espírito Santo e nós decidimos não vos impor outras obrigações, além destas, que são indispensáveis:
29 abster-vos da carne imolada aos ídolos, do sangue, das carnes sufocadas e das relações imorais. Procedereis bem evitando tudo isso. Adeus».
30 Feitas as despedidas, os delegados desceram a Antioquia, onde reuniram a assembleia e entregaram a carta.
31 Quando a leram, todos ficaram contentes com aquelas palavras de estímulo.

57(56),8-9.10-12.

R/ Eu Vos louvarei, Senhor, no meio dos povos.

8 Firme está meu coração, ó Deus; meu coração está firme:
quero cantar e salmodiar.
9 Desperta, minha alma; despertai, lira e cítara:

quero acordar a aurora.
10 Louvar-Vos-ei, Senhor, entre os povos,
cantar-Vos-ei entre as nações;

11 porque aos céus se eleva a vossa bondade
e até às nuvens a vossa fidelidade.
12

João 15,12-17.

12 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros, como Eu vos amei.
13 Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos.
14 Vós sois meus amigos, se fizerdes o que Eu vos mando.
15 Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi a meu Pai.
16 Não fostes vós que Me escolhestes; fui Eu que vos escolhi e destinei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça. E assim, tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá.
17 O que vos mando é que vos ameis uns aos outros».

Comentário ao Evangelho

«Destinei-vos, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça»

Que abençoados e felizes são os que amam a Deus e praticam o que o próprio Senhor diz no Evangelho: «Amarás ao Senhor, teu Deus,  com todo o teu coração, com toda a tua alma e [...]  amarás ao teu próximo como a ti mesmo» (Mt 22,37-39). Amemos, portanto, a Deus e adoremo-l'O com um coração e um espírito puros. [...]

Em seguida, amemos o nosso próximo como a nós mesmos. E se alguém não quiser ou não puder amar o seu próximo como a si mesmo, que ao menos não lhe faça mal, mas, pelo contrário, lhe faça bem. Os que foram investidos do poder de julgar os outros, que exerçam o seu cargo de juízes com misericórdia, como se eles próprios quisessem obter a misericórdia do Senhor (cf Lc 6,37). [...] Tenhamos, pois, caridade e humildade: demos esmolas, porque elas lavam a alma das manchas dos seus pecados. Com efeito, tudo o que os homens deixam ao partir deste mundo está para eles perdido para sempre; mas levarão consigo o prémio da caridade e das esmolas que tiverem dado e receberão por elas, de Deus, a recompensa e uma justa retribuição. [...]

Sobre todos aqueles e aquelas que assim agirem e perseverarem até ao fim, o Espírito do Senhor repousará (cf Is 11,2) e fará neles sua habitação e sua morada (cf Jo 14,23), e eles serão filhos do Pai celeste (cf Mt 5,45), pois fazem as suas obras; e serão esposos, irmãos e mães de nosso Senhor Jesus Cristo (cf Mt 12,50). [...] Como é glorioso, santo e grande ter um Pai no Céu! Como é santo e belo, magnífico e admirável, ter nos Céus um Esposo! Como é santo [...] e humilde, tranquilizador e suave, amável e desejável acima de tudo, ter um tal Irmão e um tal Filho, que deu a vida pelas suas ovelhas (cf Jo 10,15), e pediu ao Pai por nós dizendo: «Pai santo, guarda em teu nome os que Me deste [...]; Pai, quero que onde Eu estiver estejam também comigo aqueles que Me confiaste, para que contemplem a minha glória, no teu reino» (cf Jo 17,6-24).

São Francisco de Assis (1182-1226) fundador da Ordem dos Frades Menores Carta a todos os fiéis, 2-3

Santo do Dia