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Liturgia diária

Terça-feira da 2ª semana da Páscoa

Terça-Feira, 30 De Abril Cor litúrgica: Branco

Tempo litúrgico

Nossa Senhora de África
A devoção a Nossa Senhora de África teria nascido a partir da presença portuguesa em Ceuta. Com efeito, o mais antigo lugar de culto com esta designação encontra-se naquela cidade do norte de África e a sua construção inicial data do século XV. O edifício, hoje santuário, foi reconstruído no século XVIII e nele se venera uma imagem, aparentemente bizantina, que uma tradição liga ao imperador Justiniano e ao governador desta província, Procópio. A invasão muçulmana teria interrompido o seu culto.Outra tradição liga-a ao Infante D. Henrique, que a teria oferecido a Ceuta com o pedido para que todos os sábados se rezasse por sua alma. A tradição da “sabatina”, ainda hoje viva em Ceuta, poderia ter tal origem. A imagem tem na mão um bastão com nós, oferecido pelo último governador português de Ceuta.Outro polo importante de irradiação da devoção a Nossa Senhora de África situa-se na Argélia e nasceu da devoção de duas missionárias francesas do século XIX. Indo ajudar o bispo local, não encontraram por aquelas terras nenhum santuário mariano. Por isso, colocaram uma pequena imagem da Virgem sobre uma oliveira nas proximidades de Argel. Pouco a pouco, o lugar transformou-se num centro de peregrinação por parte de numerosos devotos de Nossa Senhora. As piedosas mulheres recolheram dinheiro e construíram uma capela provisória em 1857.O actual santuário foi concluído em 1872 sobre um promontório que domina o mar e a cidade de Argel. Numerosos são os peregrinos que o visitam. Hoje em dia, a devoção a Nossa Senhora de África estende-se a numerosos países daquele continente. A iconografia representa-a, ora como uma mulher de tês morena, ora como uma negra, mas sempre com o Menino nos braços.

Atos dos Apóstolos 4,32-37.

32 A multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma; ninguém considerava seu o que lhe pertencia, mas tudo entre eles era comum.
33 Os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus com grande poder e gozavam todos de muita simpatia.
34 Não havia entre eles qualquer necessitado, porque todos os que possuíam terras ou casas vendiam-nas e traziam o produto das vendas,
35 que depunham aos pés dos apóstolos, e distribuía-se então a cada um conforme a sua necessidade.
36 José, um levita natural de Chipre, a quem os apóstolos chamaram Barnabé, que quer dizer «filho da consolação»,
37 possuía um campo. Vendeu-o e trouxe o dinheiro, que depositou aos pés dos apóstolos.

93(92),1ab.1c-2.5.

R/ O Senhor é rei no seu trono de luz.

1 O Senhor é Rei,
1 revestiu-Se de majestade,
1 revestiu-Se e cingiu-Se de poder.

Firmou o Universo, que não vacilará.
2 É firme o vosso trono desde sempre.
Vós existis desde toda a eternidade.

5 Os vossos testemunhos são dignos de toda a fé,
a santidade habita na vossa casa
por todo o sempre.

João 3,7b-15.

7 Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Não te admires por Eu te haver dito que todos devem nascer de novo.
8 O vento sopra onde quer; ouves a sua voz, mas não sabes donde vem nem para onde vai. Assim acontece com todo aquele que nasceu do Espírito».
9 Nicodemos perguntou: «Como pode ser isso?».
10 Jesus respondeu-lhe: «Tu és mestre em Israel e não sabes estas coisas?
11 Em verdade, em verdade te digo: nós falamos do que sabemos e damos testemunho do que vimos, mas vós não aceitais o nosso testemunho.
12 Se vos disse coisas da Terra e não acreditais, como haveis de acreditar se vos disser coisas do Céu?
13 Ninguém subiu ao Céu, senão Aquele que desceu do Céu: o Filho do homem.
14 Assim como Moisés elevou a serpente no deserto, também o Filho do homem será elevado,
15 para que todo aquele que acredita tenha nele a vida eterna».

Comentário ao Evangelho

«Para que todo aquele que acredita tenha n’Ele a vida eterna»

Meu Senhor e meu Deus,
Tu me guiaste por um longo e obscuro caminho, pedregoso e duro.

Já estava quase sem forças,
tanto que não esperava voltar a ver a luz do dia.
O meu coração estava duro como pedra devido ao sofrimento
quando, diante dos meus olhos, se ergueu a suave claridade duma estrela.

Ela me guiou, fiel, e eu segui-a,
primeiro com passos tímidos, depois mais seguros.
E cheguei por fim à porta da Igreja,
que se abriu, e eu pedi para entrar.

Fui acolhida pela tua bênção proferida pelo teu sacerdote.
No seu interior sucedem-se as estrelas,
estrelas de flores vermelhas que me indicam o caminho que a Ti conduz,
que a tua bondade permite que oluminem o caminho que a Ti conduz.

O mistério que tinha de guardar, escondido no íntimo do coração,
posso finalmente anunciá-lo em alta voz:
Eu creio, e confesso a minha fé!

O sacerdote conduz-me aos degraus do altar,
inclino a cabeça,
e a água santa escorre-me pela fronte.

Senhor, será possível renascer
uma vez passada metade da vida (Jo 3,4)?
Assim o disseste, e para mim tornou-se realidade.

Já não sinto o peso das faltas e das penas dessa vida longa.
De pé, recebi sobre os ombros o manto branco,
Símbolo luminoso da pureza.

Trouxe na mão o círio cuja chama anuncia
que em mim arde a tua vida santa.
E o meu coração transformou-se na manjedoura que por Ti espera.
Por pouco tempo!

Maria, tua Mãe, e também minha, deu-me o nome.
À meia-noite depôs no meu coração o seu bebé recém-nascido.
Oh! Não há coração humano que possa imaginar
o que Tu preparas para aqueles que Te amam (1Cor 2,9).

És meu para sempre e nunca Te deixarei.
Seja qual for o caminho que venha a trilhar, estás sempre comigo.
E nada mais poderá separar-me do teu amor (Rm 8,39).

Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) (1891-1942) carmelita, mártir, co-padroeira da Europa Poesia «Noite Santa»

Santo do Dia