Liturgia diária
Segunda-feira da 5ª semana do Tempo Comum
Tempo litúrgico
Nossa Senhora de Lourdes
"Cristo morreu por todos a fim de que aqueles que vivem, não vivam mais para si, mas por Aquele que morreu e ressuscitou por eles" 2Cor 5,15 Hoje, o mundo inteiro venera Nossa Senhora, sob o título de Nossa Senhora de Lourdes. Lembramos o que se chama "aparição de Nossa Senhora", ou aparições que se repetiram de 11 de Fevereiro até 16 de Julho. O grande teólogo e pesquisador de Lourdes, o Padre Laurentin, examinou as 14 aparições centrais e as mensagens sobre Nossa Senhora, "toda cheia de graça e concebida sem pecado original", pelos méritos de Cristo. O hino "Louvando Maria" ressoa em quase todas as peregrinações do mundo, atraindo pessoas que queiram levar, como Nossa Senhora, Cristo aos homens.
Louvando Maria
o povo fiel
A voz repetia
de São Gabriel
Ave,ave, ave Maria
Ave,ave, ave Maria
Um anjo descendo
num raio de luz
Feliz, Bernadete
à fonte conduz
Ave,ave, ave Maria
Ave,ave, ave Maria
Vestida de branco
da glória desceu
Trazendo na cinta
as cores do céu
Ave,ave, ave Maria
Ave,ave, ave Maria
Mostrando o rosário
na cândida mão
Ensina o caminho
da santa oração
(tradução livre de Maria do Rosário)
Génesis 1,1-19.
1 No princípio, Deus criou o céu e a Terra.
2 A terra estava deserta e vazia, as trevas cobriam a superfície do abismo, e o espírito de Deus pairava sobre as águas.
3 Disse Deus: «Faça-se a luz». E a luz apareceu.
4 Deus viu que a luz era boa, e separou a luz das trevas.
5 Deus chamou dia à luz e noite às trevas. Veio a tarde e, em seguida, a manhã: era o primeiro dia.
6 Disse Deus: «Haja um firmamento no meio das águas, para as manter separadas umas das outras».
7 Deus fez o firmamento e separou as águas que estavam debaixo do firmamento das águas que estavam por cima dele.
8 E ao firmamento chamou céu. Veio a tarde e, em seguida, a manhã: foi o segundo dia.
9 Disse Deus: «Juntem-se as águas que estão debaixo do firmamento num só lugar e apareça a terra seca». E assim sucedeu.
10 À parte seca Deus chamou terra, e mar ao conjunto das águas. E Deus viu que isto era bom.
11 Disse Deus: «Cubra-se a terra de verdura: ervas que deem sementes e árvores de fruto, que produzam sobre a terra frutos com a sua semente, segundo a própria espécie». E assim sucedeu.
12 A terra produziu verdura: erva que produz semente segundo a sua espécie, e árvores que dão frutos com a sua semente, segundo a própria espécie. Deus viu que isto era bom.
13 Veio a tarde e, em seguida, a manhã: foi o terceiro dia.
14 Disse Deus: «Haja luzeiros no firmamento do céu, para distinguirem o dia da noite, e servirem de sinais para as festas, os dias e os anos,
15 para que brilhem no firmamento do céu e iluminem a Terra». E assim sucedeu.
16 Deus fez dois grandes luzeiros: o maior para presidir ao dia e o menor para presidir à noite; e fez também as estrelas.
17 Deus colocou-os no firmamento do céu para iluminarem a Terra,
18 para presidirem ao dia e à noite, e separarem a luz das trevas. Deus viu que isto era bom.
19 Veio a tarde e, em seguida, a manhã: foi o quarto dia.
104(103),1-2a.5-6.10.12.24.35c.
R/ Rejubile o Senhor nas suas obras.
1 Bendiz, ó minha alma, o Senhor.
Senhor, meu Deus, como sois grande!
Revestido de esplendor e majestade,
2 envolvido em luz como num manto!
5 Fundastes a terra sobre alicerces firmes:
não oscilará por toda a eternidade.
6 Vós a cobristes com o manto do oceano,
por sobre os montes pousavam as águas.
10 Transformais as fontes em rios
que correm entre as montanhas.
12 Nas suas margens habitam as aves do céu;
por entre a folhagem fazem ouvir o seu canto.
24 Como são grandes, Senhor, as vossas obras!
Tudo fizestes com sabedoria:
a Terra está cheia das vossas criaturas.
35 Glória a Deus para sempre!
Marcos 6,53-56.
53 Naquele tempo, Jesus e os seus discípulos fizeram a travessia do lago e vieram para terra em Genesaré, onde aportaram.
54 Quando saíram do barco, as pessoas reconheceram logo Jesus;
55 então percorreram toda aquela região e começaram a trazer os doentes nos catres, para onde ouviam dizer que Ele estava.
56 Nas aldeias, cidades ou casais onde Jesus entrasse, colocavam os enfermos nas praças públicas e pediam que os deixasse tocar-Lhe ao menos na orla do manto. E todos os que O tocavam ficavam curados.
Comentário ao Evangelho
«Todos os que O tocavam ficavam curados.»
Para ressuscitar os mortos, o Salvador não Se contenta em agir através da sua palavra, apesar de esta ser portadora das ordens divinas. Para esta magnífica obra, usa a cooperação, se assim se pode dizer, da sua própria carne, para mostrar que esta tem o poder de dar a Vida, e para que se perceba que forma uma só coisa com Ele: que é realmente a sua própria carne e não um corpo estranho a Ele.
Foi o que se passou quando ressuscitou a filha do chefe da sinagoga; ao dizer-lhe: «Levanta-te, minha filha!» (Mc 5,41), tomou-lhe a mão, conforme está escrito. Devolveu-a à vida, como Deus que era, com uma ordem todo-poderosa; e também lhe deu vida pelo contacto com a sua santa carne, testemunhando assim que tanto no seu corpo como na sua palavra existia uma nova energia divina. E, quando chegou a uma vila chamada Naim, onde o filho único de uma viúva ia a sepultar, tocou no caixão e disse: «Jovem, Eu te ordeno: levanta-te!» (Lc 7,14)
Assim, não só confere à sua Palavra o poder de ressuscitar os mortos, mas também, para mostrar que o seu corpo está vivo, toca nos mortos, e transmita a vida aos cadáveres pela sua carne. Se, pelo simples contacto da sua carne sagrada, Ele devolve a vida a um corpo em decomposição, qual não será o proveito que encontraremos na sua eucaristia viva, quando fazemos dela o nosso alimento! Ela transformará totalmente no seu bem próprio, que é a imortalidade, todos os que nela participarem.
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