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Liturgia diária

Segunda-feira da 31ª semana do Tempo Comum

Segunda-Feira, 5 De Novembro Cor litúrgica: Verde

Ph 2,1-4.

1 Irmãos: Se há em Cristo alguma consolação, algum conforto na caridade, se existe alguma comunhão no Espírito, alguns sentimentos de ternura e misericórdia,
2 então completai a minha alegria, tendo entre vós os mesmos sentimentos e a mesma caridade, numa só alma e num só coração.
3 Não façais nada por rivalidade nem por vanglória; mas, com humildade, considerai os outros superiores a vós mesmos,
4 sem olhar cada um aos seus próprios interesses, mas aos interesses dos outros.

131(130),1.2.3.

R/ Guardai-me junto de Vós, na vossa paz, Senhor.

1 Senhor, não se eleva soberbo o meu coração,
nem se levantam altivos os meus olhos.
Não ambiciono riquezas,
nem coisas superiores a mim.

2 Antes fico sossegado e tranquilo,
como criança ao colo da mãe.
3 Espera, Israel, no Senhor,
agora e para sempre.

Lucas 14,12-14.

12 Naquele tempo, disse Jesus a um dos principais fariseus, que O tinha convidado para uma refeição: «Quando ofereceres um almoço ou um jantar, não convides os teus amigos nem os teus irmãos, nem os teus parentes nem os teus vizinhos ricos, não seja que eles por sua vez te convidem e assim serás retribuído.
13 Mas, quando ofereceres um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos;
14 e serás feliz por eles não terem com que retribuir-te: ser-te-á retribuído na ressurreição dos justos».

Comentário ao Evangelho

«Convida os pobres»

Honrar Nosso Senhor é ir de encontro aos seus sentimentos, guardá-los, fazer o que Ele fez e levar a cabo o que mandou. Ora, os seus maiores sentimentos foram pelos pobres: tratar deles, curá-los, consolá-los, socorrê-los e protegê-los, em tudo isso pôs o Senhor o seu enlevo. Ele próprio quis nascer pobre, acolheu os pobres na sua companhia, serviu-os e pôs-Se no lugar deles, a ponto de dizer que o bem e o mal que lhes fizermos, é a Ele que o fazemos (Mt 25,40). Que amor tão terno era capaz de mostrar pelos pobres! E que amor, pergunto eu, podemos nós ter por Ele, senão o de amarmos a quem o Senhor amou? Amar os pobres é amar da melhor maneira, porque é servi-l'O e amá-l'O como devemos.

Ora, se podemos honrar um Salvador assim complacente, imitando-O desse modo, muito maior honra Lhe prestaremos, nessa imitação, identificando-nos com Ele! Não vedes aí um motivo suplementar para renovardes o vosso fervor? Por mim, estou convencido de que devemos oferecer-nos desse modo à sua divina Majestade [...], de tal sorte que se possa desde agora dizer que «a caridade de Cristo nos impele» (2Cor 5,14).

São Vicente de Paulo (1581-1660) presbítero, fundador de comunidades religiosas Excerto do Relatório do estado das Obras, 11/07/1657

Santo do Dia