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Liturgia diária

Sábado da 10ª semana do Tempo Comum

Sábado, 16 De Junho Cor litúrgica: Verde

1_R 19,19-21.

19 Naqueles dias, o profeta Elias pôs-se a caminho e encontrou Eliseu, filho de Safat, que andava a lavrar com doze juntas de bois e guiava a décima segunda. Elias passou junto dele e lançou sobre ele a sua capa.
20 Então Eliseu abandonou os bois, correu atrás de Elias e disse-lhe: «Deixa-me ir abraçar meu pai e minha mãe; depois irei contigo». Elias respondeu: «Vai e volta, porque eu já fiz o que devia».
21 Eliseu afastou-se, tomou uma junta de bois e matou-a; com a madeira do arado assou a carne, que deu a comer à sua gente. Depois levantou-se e seguiu Elias, ficando ao seu serviço.

16(15),1-2a.5.7-8.9-10.

R/ Senhor, sois a minha herança.

1 Defendei-me, Senhor, Vós sois o meu refúgio.
2 Digo ao Senhor: Vós sois o meu Deus.
5 Senhor, porção da minha herança,
está nas vossas mãos o meu destino.

7 Bendigo o Senhor por me ter aconselhado,
até de noite me inspira interiormente.
8 O Senhor está sempre na minha presença,
com Ele a meu lado não vacilarei.

9 Por isso o meu coração se alegra e a minha alma exulta,
e até o meu corpo descansa tranquilo.
10 Vós não abandonareis a minha alma
na mansão dos mortos,

nem deixareis o vosso fiel conhecer a corrupção.

Mateus 5,33-37.

33 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Ouvistes que foi dito aos antigos: "Não faltarás ao que tiveres jurado, mas cumprirás diante do Senhor o que juraste".
34 Eu, porém, digo-vos que não jureis em caso algum: nem pelo Céu, que é o trono de Deus;
35 nem pela Terra, que é o escabelo dos seus pés; nem por Jerusalém, que é a cidade do grande Rei.
36 Também não jures pela tua cabeça, porque não podes fazer branco ou preto um só cabelo.
37 A vossa linguagem deve ser: "Sim, sim; não, não". O que passa disto vem do Maligno».

Comentário ao Evangelho

A Lei Nova

A Lei diz: «Olho por olho, dente por dente» (Ex 21,24). Mas o Senhor exorta-nos, não somente a recebermos a bofetada daquele que nos bate, mas ainda a
apresentarmos-lhe humildemente a outra face (Mt 5,38-39). É que o objetivo da Lei era ensinar-nos a não fazer o que não queremos suportar; ela impedia-nos de fazer o mal pelo medo de o sofrer. Mas o que agora nos é pedido, repito-o, é que rejeitemos o ódio, o amor ao prazer, o gosto pela glória e as outras paixões.

Numa palavra, a intenção de Cristo, nosso mestre, é precisamente ensinar-nos como fomos levados a cometer todos esses pecados e como caímos em todos esses dias maus. Portanto, Ele começou por nos libertar pelo santo batismo, concedendo-nos a remissão dos pecados; depois, deu-nos o poder de fazer o bem, se quisermos, e de não voltarmos a ser conduzidos, como que à força, para o mal.

Doroteu de Gaza (c. 500-?) monge na Palestina «Instruções», n.° 1, 6-8; SC 92

Santo do Dia