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Liturgia diária

Santo António de Lisboa, presbítero e Doutor da Igreja, padroeiro secundário de Portugal – festa

Quarta-Feira, 13 De Junho Cor litúrgica: Branco

Si 39,8-14.

8 Aquele que medita na lei do Altíssimo, se for do agrado do Senhor omnipotente, será cheio do espírito de inteligência.
9 Então ele derramará, como chuva, as suas palavras de sabedoria e na sua oração louvará o Senhor.
10 Adquirirá a retidão do julgamento e da ciência e refletirá nos mistérios de Deus.
11 Fará brilhar a instrução que recebeu e a sua glória estará na lei da aliança do Senhor.
12 Muitos louvarão a sua inteligência, que jamais será esquecida.
13 Não desaparecerá a sua memória e o seu nome viverá de geração em geração.
14 As nações proclamarão a sua sabedoria e a assembleia celebrará os seus louvores.

19(18),8-11.

R/ Os juízos do Senhor são verdadeiros e rectos.

8 A lei do Senhor é perfeita,
ela reconforta a alma.
As ordens do Senhor são firmes
e dão sabedoria aos simples.

9 Os preceitos do Senhor são retos
e alegram o coração.
Os mandamentos do Senhor são claros
e iluminam os olhos.

10 O temor do Senhor é puro
e permanece eternamente.
Os juízos do Senhor são verdadeiros,
todos eles são retos.

11 São mais preciosos que o ouro,
o ouro mais fino;
são mais doces que o mel,
o puro mel dos favos.

Mateus 5,13-19.

13 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Vós sois o sal da Terra. Mas se ele perder a força, com que há de salgar-se? Não serve para nada, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens.
14 Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte;
15 nem se acende uma lâmpada para a colocar debaixo do alqueire, mas sobre o candelabro, onde brilha para todos os que estão em casa.
16 Assim deve brilhar a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus».
17 Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim revogar, mas completar.
18 Em verdade vos digo: antes que passem o céu e a Terra, não passará da Lei a mais pequena letra ou o mais pequeno sinal, sem que tudo se cumpra.
19 Portanto, se alguém transgredir um só destes mandamentos, por mais pequenos que sejam, e ensinar assim aos homens, será o menor no Reino dos Céus. Mas aquele que os praticar e ensinar será grande no Reino dos Céus».

Comentário ao Evangelho

O cumprimento da Lei

Jesus fez uma solene advertência no início do sermão da montanha, ao apresentar a Lei dada por Deus no Sinai, aquando da primeira Aliança, à luz da graça da Nova Aliança: «Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim revogá-los, mas levá-los à perfeição» (Mt 5,17-19). [...]

Jesus, o Messias de Israel e, portanto, o maior no Reino dos céus, fazia questão de cumprir a Lei, executando-a integralmente até nos mais pequenos preceitos, segundo as suas próprias palavras. Foi, mesmo, o único a poder fazê-lo perfeitamente. [...] O cumprimento perfeito da Lei só podia ser obra do divino Legislador, nascido sujeito à Lei na pessoa do Filho. Em Jesus, a Lei já não aparece gravada em tábuas de pedra, mas «no íntimo do coração» (Jer 31,33) do Servo, o qual, proclamando «fielmente o direito» (Is 42,3), se tornou «a aliança do povo» (Is 42,6). Jesus cumpriu a Lei até ao ponto de tomar sobre Si «a maldição da Lei» (Gal 3,13) em que incorrem «aqueles que não praticam todos os preceitos da Lei» [Gal 3,10); porque «a morte de Cristo foi para remir as faltas cometidas durante a primeira Aliança» (Heb 9,15).

Jesus [...] «ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas» (Mt 7,28-29). N'Ele, era a própria Palavra de Deus, que Se fizera ouvir no Sinai para dar a Moisés a Lei escrita, que de novo Se fazia ouvir sobre a montanha das bem-aventuranças (Mt 5,1). Esta Palavra de Deus não aboliu a Lei, mas cumpriu-a, ao fornecer, de modo divino, a sua interpretação última: «Ouvistes que foi dito aos antigos [...] Eu, porém, digo-vos» (Mt 5,33-34). Com esta mesma autoridade divina, desaprova certas «tradições humanas» (Mc 7,8) dos fariseus, que «anulam a Palavra de Deus» (Mc 7,13).

Catecismo da Igreja Católica §§ 577-581

Santo do Dia