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Liturgia diária

Quarta-feira da 7ª semana do Tempo Comum

Quarta-Feira, 23 De Maio Cor litúrgica: Verde

Jc 4,13-17.

13 Caríssimos: Agora, escutai-me, vós que dizeis: «Hoje ou amanhã iremos a tal cidade, onde passaremos um ano, fazendo negócio e tirando lucro».
14 Mas vós não sabeis o que traz o dia de amanhã. Que vem a ser, afinal, a vossa vida? Sois como a neblina que aparece um momento e se esvai em seguida.
15 Deveríeis antes dizer: «Se o Senhor quiser, estaremos vivos e faremos isto ou aquilo».
16 Mas ao contrário, envaideceis-vos com a vossa arrogância. Toda a presunção desse género é má.
17 Assim, quem sabe fazer o bem e não o faz comete pecado.

49(48),2-3.6-7.8-10.11.

R/ Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos Céus.

2 Povos todos, escutai,
habitantes do mundo inteiro, prestai ouvidos,
3 humildes e poderosos,
ricos e pobres, todos juntos.

6 Porque hei de inquietar-me nos dias maus,
quando me cerca a iniquidade dos perseguidores,
7 dos que confiam na sua opulência
e se vangloriam na sua grande riqueza?

8 O homem não pode pagar o seu resgate,
não pode pagar a Deus a sua redenção.
9 É muito caro o resgate da sua vida
e ele nunca pagará o suficiente,
10 para prolongar indefinidamente a sua vida
e não experimentar a corrupção da morte.

11 Vê que morrem os sábios
como perecem o ignorante e o insensato
e deixam a outros a sua riqueza.

Marcos 9,38-40.

38 Naquele tempo, João disse a Jesus: «Mestre, nós vimos um homem a expulsar os demónios em teu nome e procurámos impedir-lho, porque ele não anda connosco».
39 Jesus respondeu: «Não o proibais; porque ninguém pode fazer um milagre em meu nome e depois dizer mal de Mim.
40 Quem não é contra nós é por nós.

Comentário ao Evangelho

Eles andam connosco?

Finalmente, aqueles que ainda não receberam o Evangelho estão, de uma forma ou de outra, orientados para o Povo de Deus. Em primeiro lugar, aquele povo que recebeu a aliança e as promessas, e do qual nasceu Cristo segundo a carne (cf Rom 9,4-5), povo muito amado segundo a eleição «por causa dos Patriarcas, já que os dons e o chamamento de Deus são irrevogáveis» (cf Rom 11,28-29). Mas o desígnio da salvação estende-se também àqueles que reconhecem o Criador, entre os quais vêm em primeiro lugar os muçulmanos, que professam seguir a fé de Abraão e connosco adoram o Deus único e misericordioso, que há de julgar os homens no último dia.

E o mesmo Senhor nem sequer está longe daqueles que buscam, na sombra e em imagens, o Deus que ainda desconhecem; já que é Ele quem a todos dá vida, respiração e tudo o mais (cf At 17,25-28) e, como Salvador, quer que todos os homens se salvem (cf 1Tim 2,4). Com efeito, aqueles que, ignorando sem culpa o Evangelho de Cristo e a sua Igreja, procuram, contudo, a Deus com coração sincero, e se esforçam, sob o influxo da graça, por cumprir a sua vontade, manifestada pelo ditame da consciência, também esses podem alcançar a salvação eterna. Nem a Divina Providência nega os auxílios necessários à salvação àqueles que, sem culpa, não chegaram ainda ao conhecimento explícito de Deus e se esforçam, não sem o auxílio da graça, por levar uma vida reta. Tudo o que de bom e verdadeiro neles há é considerado pela Igreja como preparação para receberem o Evangelho, dado por Aquele que ilumina todos os homens, para que possuam finalmente a vida.

Concílio Vaticano II Constituição dogmática sobre a Igreja «Lumen gentium», § 16 (rev.)

Santo do Dia