Saltar para o conteúdo principal

Liturgia diária

6º Domingo da Páscoa

Domingo, 6 De Maio Cor litúrgica: Branco

Tempo litúrgico

Sexto Domingo do Tempo Pascal
A liturgia do 6º Domingo da Páscoa convida-nos a contemplar o amor de Deus, manifestado na pessoa, nos gestos e nas palavras de Jesus e dia a dia tornado presente na vida dos homens por acção dos discípulos de Jesus.A segunda leitura apresenta uma das mais profundas e completas definições de Deus: "Deus é amor". A vinda de Jesus ao encontro dos homens e a sua morte na cruz, revela a grandeza do amor de Deus pelos homens. Ser "filho de Deus" e "conhecer a Deus", é deixar-se envolver por este dinamismo de amor e amar os irmãos.No Evangelho, Jesus define as coordenadas do "caminho" que os seus discípulos devem percorrer, ao longo da sua marcha pela história... Eles são os "amigos" a quem Jesus revelou o amor do Pai; a sua missão é testemunhar o amor de Deus no meio dos homens. Através desse testemunho, concretiza-se o projecto salvador de Deus e nasce o Homem Novo.A primeira leitura afirma que essa salvação oferecida por Deus através de Jesus Cristo, e levada ao mundo pelos discípulos, se destina a todos os homens e mulheres, sem excepção. Para Deus, o que é decisivo não é a pertença a uma raça ou a um determinado grupo social, mas sim a disponibilidade para acolher a oferta que ele faz.

Atos dos Apóstolos 10,25-26.34-35.44-48.

25 Naqueles dias, Pedro chegou a casa de Cornélio. Este veio-lhe ao encontro e prostrou-se a seus pés.
26 Mas Pedro levantou-o, dizendo: «Levanta-te, que eu também sou um simples homem».
34 Pedro disse-lhe ainda: «Na verdade, eu reconheço que Deus não faz aceção de pessoas,
35 mas, em qualquer nação, aquele que O teme e pratica a justiça é-Lhe agradável».
44 Ainda Pedro falava, quando o Espírito desceu sobre todos os que estavam a ouvir a palavra.
45 E todos os fiéis convertidos do judaísmo que tinham vindo com Pedro ficaram maravilhados ao verem que o Espírito Santo Se difundia também sobre os gentios,
46 pois ouviam-nos falar em diversas línguas e glorificar a Deus. Pedro então declarou:
47 «Poderá alguém recusar a água do batismo aos que receberam o Espírito Santo como nós?».
48 E ordenou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Então, pediram-Lhe que ficasse alguns dias com eles.

98(97),1.2-3ab.3cd-4.

R/ Cantai ao Senhor um cântico novo: o Senhor fez maravilhas.

1 Cantai ao Senhor um cântico novo
pelas maravilhas que Ele operou.
A sua mão e o seu santo braço
Lhe deram a vitória.

2 O Senhor deu a conhecer a salvação,
revelou aos olhos das nações a sua justiça.
3 Recordou-Se da sua bondade e fidelidade
3 em favor da casa de Israel.

3 Os confins da Terra puderam ver
3 a salvação do nosso Deus.
4 Aclamai o Senhor, Terra inteira,
exultai de alegria e cantai.

1_Jn 4,7-10.

7 Caríssimos: Amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus; e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece a Deus.
8 Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.
9 Assim se manifestou o amor de Deus para connosco: Deus enviou ao mundo o seu Filho Unigénito, para que vivamos por Ele.
10 Nisto consiste o amor: não fomos nós que amámos a Deus, mas foi Ele que nos amou, e nos enviou o seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados.

João 15,9-17.

9 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Assim como o Pai Me amou, também Eu vos amei. Permanecei no meu amor.
10 Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como Eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor.
11 Disse-vos estas coisas para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja completa.
12 É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei.
13 Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos.
14 Vós sois meus amigos, se fizerdes o que Eu vos mando.
15 Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi a meu Pai.
16 Não fostes vós que Me escolhestes; fui Eu que vos escolhi e destinei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça. E assim, tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá.
17 O que vos mando é que vos ameis uns aos outros».

Comentário ao Evangelho

«O que vos mando é que vos ameis uns aos outros»

A maneira de observardes a vossa regra é viverdes em grande cordialidade e caridade umas com as outras. As pessoas que foram escolhidas para o mesmo exercício devem estar unidas em todas as coisas. Estas filhas foram escolhidas para a realização de um desígnio; mas o edifício não poderá manter-se de pé se não vos amardes umas às outras; será este laço a impedir que ele se desmorone. Disse Nosso Senhor aos apóstolos: «Se quereis cumprir o desígnio que tenho desde toda a eternidade, tende grande caridade».

Minhas filhas, é verdade que sois enfermas, mas suportai as imperfeições umas das outras. Se não o fizerdes, o edifício desmoronar-se-á e sereis substituídas por outros. E, dado que pode haver antipatias, será bom que troqueis de lugar, com licença das superioras. São Pedro, São Paulo e São Barnabé também tiveram diferendos. Ninguém pode, pois, espantar-se de que os haja entre pobres filhas enfermas. Convém que tenhais a disposição de ir para onde vos ordenarem e mesmo de pedir para tal, dizendo: «Não sou daqui nem dali; sou de onde Deus quiser que eu esteja».

São Vicente de Paulo (1581-1660) presbítero, fundador de comunidades religiosas Palestra às Filhas da Caridade, 31/07/1634

Santo do Dia